Vale das Buracas

Vale das Buracas. Por p_rocha

A natureza tem a capacidade de nos surpreender com a sua força e poder impressionantes. Há recantos naturais incríveis esculpidos pela mãe natureza que nos parecem irreais e impossíveis de existirem. Mas existem! Portugal tem inúmeros lugares mágicos que a natureza conquistou, melhorou e ofereceu-nos para serem apreciados. Maravilhe-se com 9 desses locais que poderá visitar no nosso país.

1. Arco da Tromba do Elefante

Por Belen

A ação da água do mar na rocha ao longo de milhões de anos tem a capacidade de esculpir coisas extraordinárias dignas de qualquer museu de arte. No Arquipélago das Berlengas há um arco marinho desenvolvido em granito róseo, formado há aproximadamente 307 milhões de anos. Dependendo do ângulo de observação, conseguirá observar a cabeça de um elefante.

2. Vale das Buracas

Vale das Buracas

Por p_rocha

A poucos quilómetros de Condeixa-a-Nova fica a aldeia de Casmilo, onde encontramos o Vale das Buracas, um vale com vertentes abruptas e nuas, onde existem vários abrigos rochosos, as chamadas buracas. As buracas são pequenas grutas que podem apresentar mais de 10 metros de diâmetro e cinco a sete metros de profundidade. Ao que se sabe, estas formações calcárias formaram-se em épocas mais frias e era nestas zonas que se abrigavam os rebanhos de cabras e ovelhas.

3. Ribeira de Odeleite

Ribeira de Odeleite

Por docious

Bastou a publicação de uma fotografia aérea da ribeira de Odeleite na rede social Reddit por um utilizador que viajava de Amesterdão para Marraquexe para que a imagem corresse mundo. De Castro Marim, no Algarve, a fotografia do “dragão azul” chegou até à China, onde o dragão simboliza poder, força e boa sorte. A ribeira passou a ser apelidada de “rio do dragão azul” e continua a surpreender e a ser partilhada nas redes sociais pela sua forma singular.

4. Cabeça da Velha

É na localidade da Senhora do Desterro, em São Romão, Seia, que se encontra a Cabeça da Velha. Na verdade, é uma pedra, mas o seu nome carrega uma lenda e mística. Conta a lenda que, na Serra da Peneda, Leonor, uma rapariga órfã, vivia com o seu tio, um poderoso fidalgo. Leonor apaixonou-se por Afonso, um jovem pobre, mas manteve o seu amor em segredo com medo do tio.

Leonor confiava apenas em Marta, uma velha aia, que de vez em quando conseguia levar o jovem à presença da rapariga. A aia jurou ao casal a sua lealdade dizendo: “Eu seja pedra se alguma vez os trair”. Um dia, a velha aia foi apanhada pelo tio com uma carta de Afonso para Leonor, e foi obrigada a divulgar a hora e o local do próximo encontro dos jovens apaixonados. No dia combinado Marta acompanhou Leonor ao seu encontro com Afonso, na Serra da Peneda, e ficou de vigia.

Enquanto o casal matava as saudades, ouviram vozes e perceberam que não estavam sozinhos. Chamaram Marta para perceber o que se passava, mas ela não lhes respondeu. Quando foram à sua procura depararam-se com uma pedra em forma da cabeça da aia no lugar onde Marta estava escondida. Marta tinha-se transformado numa enorme pedra e imediatamente o casal percebeu que a aia tinha quebrado a sua promessa. Lendas à parte, a pedra existe mesmo e fica numa bonita zona, onde também existe uma capela que, segundo reza a lenda, foi mandada construir por Leonor em honra da velha aia.

5. Algar de Benagil

Por Nido Huebl

O facto de o Algar de Benagil ser de difícil acesso, torna este lugar ainda mais especial e mágico. A cavidade rochosa cuja forma foi moldada pela ação da natureza ao longo dos tempos situa-se perto da praia que lhe dá o nome, em Lagoa, no Algarve. A abertura circular no topo permite à luz do sol entrar e criar um jogo de cores impressionante. Com acesso apenas pelo mar, a melhor forma de aceder à gruta é através de um caiaque ou outra embarcação de pequena dimensão.

6. Arcos do Cachorro

Arcos do Cachorro

Por José Luís Ávila Silveira/Pedro Noronha e Costa

Os Arcos do Cachorro dão o nome ao local onde de encontram, na aldeia do Cachorro, em Bandeiras, na ilha do Pico, nos Açores. Estas formações rochosas são compostas por grutas vulcânicas e por tubos de lava que no seu conjunto dão origem a um aglomerado de recortes de lava solidificada. As formações rochosas estendem-se pelo mar provocando nas águas marinhas fortes turbilhões e remoinhos quando esta penetra nos túneis e nas grutas vulcânicas. Mas há uma rocha que se destaca devido à sua semelhança com um cachorro esculpido que parece contemplar o oceano.

7. Boca do Inferno

Uma das grandes atrações de Cascais é a boca do inferno, uma formação única nas rochas à beira do oceano. Acredita-se que antigamente este local terá sido uma gruta, mas hoje em dia é uma cavidade a céu aberto, com uma espécie de arco por onde entra a água do mar. O nome atribuído a este local deve-se à analogia morfológica e ao assustador e tremendo impacto das ondas que aí se fazem sentir, chegando a elevar-se numa espuma branca com dezenas de metros.

8. Olheiros de água doce

Foram os olheiros que deram o nome à vila de Olhos de Água, em Albufeira, no Algarve, e são o ponto turístico mais famoso da vila. Os olheiros de água doce são nascentes de água doce que brotam do areal e no mar apenas visíveis durante a maré baixa. Durante a maré baixa os olheiros borbulham através da areia na praia. Este é um fenómeno único, que já tinha sido referenciado desde tempos antigos pelos árabes.

9. Pedras parideiras

Pedras parideiras

Por Cssantos

Em plena Serra da Freita, no concelho de Arouca, existe um fenómeno único em Portugal e muito raro no mundo inteiro: as pedras parideiras. Do ponto de vista geológico, esta pedra chama-se “granito nodular da Castanheira” e constitui-se essencialmente por rocha granítica, de cor clara, e uma quantidade invulgar de nódulos biotíticos, um mineral de cor negra que se acumula em pequenos aglomerados.

São estes nódulos que por ação da erosão e oscilações térmicas se libertam e acumulam no solo, deixando uma cavidade de cor escura na rocha mãe. Este é um processo bastante demorado, podendo decorrer cerca de 300 milhões de anos até à libertação dos nódulos. É por isso que os habitantes da aldeia da Castanheira chamaram a esta rocha pedra parideira, por ser “a pedra que pare pedra”.

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