Azenhas do Mar. Por MiguelG.

Dirigimo-nos à Azenhas do Mar para confirmar ao vivo a beleza da foto postal que enche os escaparates das lojas de turismo em Portugal. Um casario branco sobranceiro ao mar, com uma piscina natural em baixo, como se a natureza oferecesse a esta população umas águas tranquilas para se banharem longe das águas revoltas que esculpem as escarpas.

E assim é. Esta pequena aldeia localizada no litoral do concelho de Sintra, freguesia de Colares, é de facto digna de postal. Um miradouro estrategicamente bem colocado pela natureza apresenta uma vista avassaladora do penhasco que cai sobre o mar. O vento é indomável, como é hábito nesta zona, e fazer a tal foto postal pode demorar uns minutinhos.

Posto isto, umas escadas íngremes em direção ao nível do mar convidam-nos a descer em direção às Azenhas. Aconselhamos o percurso em dia seco, porque vento e piso escorregadio não são uma boa conjugação.

Lá em baixo, o ex-libris, a piscina oceânica, é a grande atração, sobretudo no verão, onde é possível tomar banho com a tranquilidade de uma piscina, mas com as propriedades salínicas da água do mar. Consta que foi escavada em meados do século XX e hoje é o símbolo desta terra.

Por MiguelG.

A praia que a circunda compõe o pacote turístico desta pequena aldeia localizada a cerca de 15 quilómetros do centro histórico de Sintra. É uma praia pequena cujo tamanho do areal depende também do inverno que a molda. Tudo aqui é pitoresco e acolhedor.

É aqui que se encontra também um dos mais famosos restaurantes da região, o Azenhas do Mar, precisamente sobre este cenário natural a oferecer o que o mar tem de melhor. Mais abaixo já lhe damos referências de onde comer, mas seja como for, para almoçar nas Azenhas, o melhor é marcar mesa, já que a oferta se resume a pouquíssimos restaurantes, que ficam cheios aos fins de semana.

Novas escadas chamam-nos, agora em direção ao cimo da aldeia. Por lá encontramos uma azenha –moinho de roda movido a água– que ilustra a antiguidade e o nome dado à povoação. Esta é uma povoação muito antiga, como todo o Portugal, cujas origens se perdem na memória dos tempos. Datam do período da ocupação árabe os primeiros moinhos de água que deram nome a esta povoação. Aqui é outro ponto para tirar uma bela foto.

Por MiguelG.

As Azenhas são um bom local de passeio tanto de verão como de inverno, para apreciar a vista, para ver por vezes alguns pescadores espalhados pelas arribas a pescar a alturas consideráveis e, por fim, para almoçar. Para além do já referido restaurante para peixe, quem prefere comida tradicional portuguesa não pode deixar de ir ao conhecido Adega das Azenhas, que funciona numa adega centenária do vinho de Colares. A dona Lurdes é conhecida na região como uma conhecedora profunda da gastronomia portuguesa.

Neste roteiro, por serem pequenos, sugerimos incluir dois lugares a visitar. De manhã visitar e almoçar nas Azenhas. A parte da tarde pode ser dedicada à contemplação do Cabo da Roca. Com a barriga cheia de favas com entrecostos, façamo-nos à estrada. O nosso destino está a apenas 13 quilómetros, cerca de 15 minutos de carro.

A ponta mais ocidental da Europa

Por MiguelG.

Localizado a 140 metros acima do nível do mar, na latitude 38º 47´ Norte e na longitude 9º 30´ Oeste, o Cabo da Roca é uma coordenada importante para quem navega ao longo da costa portuguesa. É o ponto mais ocidental do continente europeu continental, facto comprovado pelo certificado que os visitantes levam como recordação… e que faz aqui acorrer muitos turistas.

Um padrão em pedra com uma inscrição de Luís Vaz de Camões n’ “Os Lusíadas” –«Aqui onde a terra se acaba e o mar começa»– é o elemento mais procurado. É mesmo difícil de ficar vazio, tal é a corrida à fotografia dos inúmeros turistas que aqui chegam de autocarro e querem a prova desta posição.

Mas afaste-se um pouco deste corrupio de turistas e aprecie a vista e o silêncio. A paisagem é magnífica. A vista sobre o Oceano Atlântico perde-se no horizonte. Sente-se num local mais reservado e aprecie a força da natureza, sobretudo o poder deste mar imutável no tempo.

Por MiguelG.

Acredita-se que as falésias do Cabo de Roca, varridas pelo vento, eram a ponta do mundo até ao final do século XIV. As ondas do Oceano Atlântico batem na base das enormes rochas irregulares, enquanto trilhas desafiadoras seguem os caminhos do litoral. A partir daqui só se via mar.

O ponto mais ocidental da Europa Continental é visitável, mas não até ao extremo. Para além do padrão, o Cabo da Roca tem uma loja turística com café, onde se pode refrescar, e um farol. O Farol do Cabo da Roca foi o primeiro farol construído em Portugal e foi concluído em 1772, mas a sua forma atual data de 1842. O farol fica a 150 metros acima do nível do mar, significando que a esta altura a luz de 1.000 watts pode ser vista a 46 km de distância.

Aqui, os constantes ventos fortes significam que toda a vida vegetal é baixa e capaz de crescer sob as condições de alta salinidade. A planta mais proeminente deste promontório é o chorão-das-praias, uma planta não nativa de Portugal, mas que se tornou uma espécie invasora, sufocando as plantas locais, depois de escapar de um jardim local há cerca de três décadas.

Por MiguelG.

O Cabo está integrado no Parque Natural de Sintra-Cascais e é um dos motivos de interesse dos percursos pedestres que se podem fazer ao longo da costa nesta região. Aliás, esta é uma sugestão que lhe deixamos.

A 18 km de Sintra, 15 km de Cascais e a 40 km de Lisboa, o meio de transporte mais fácil e conveniente para lá chegar é o carro, mas também há muitos serviços turísticos a passar por lá. Mas siga a nossa sugestão de fazer este passeio ‘dois em um’, a começar nas Azenhas e a terminar na Roca. Bom passeio e boas fotos.

Casas de campo em Sintra

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