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9 lugares assombrados e arrepiantes em Portugal

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Palácio de Valenças
Palácio de Valenças. Por monsieur paradis

Eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem. Este é um ditado popular que com certeza já ouviu alguém dizer. E quem diz bruxas, diz fantasmas, espíritos e todo o tipo de atividade paranormal. Custa-nos acreditar, mas também não negamos a sua inexistência à partida.

Mitos, lendas ou histórias macabras baseadas em factos reais podem ser assustadores, mas ao mesmo tempo têm algo que nos atrai e fascina. Quantas vezes já ouvimos histórias de fantasmas que continuam a vaguear pelos corredores de edifícios? Ou de luzes que apagam e acendem e portas que abrem e fecham sem nenhuma explicação aparente?

Neste artigo, damos-lhe a conhecer alguns dos lugares em Portugal que estão associados a histórias arrepiantes. Vai ter coragem de os visitar? Não precisa ter medo, são apenas lendas. Ou talvez não.

1. Quinta das Lágrimas

Quinta das Lágrimas
Quinta das Lágrimas. Por Carlos Luis M C da Cruz

A Quinta das Lágrimas, em Coimbra, é um lugar muito bonito, mas também misterioso. Este local foi o maior palco do amor de D. Pedro, herdeiro ao trono, e Inês de Castro, aia da sua mulher, e existem inúmeras referências a esta história. Aqui fica a chamada Fonte dos Amores, precisamente por ter sido o cenário deste amor.

O rei D. Afonso IV reprovava esta relação e, por isso, mandou assassinar Inês de Castro. O lugar escolhido foi a Quinta das Lágrimas e, segundo reza a lenda, as lágrimas que derramou terão dado origem à Fonte das Lágrimas.

No fundo desta fonte existem umas peculiares algas vermelhas que dão uma tonalidade avermelhada às pedras. A lenda diz que o seu sangue ainda pinta as rochas da fonte.

Rota pelo amor de D. Pedro e Inês de Castro

Em Portugal, a história de amor de D. Pedro e Inês de Castro marcou sem dúvida a História do país e inspirou grandes escritores como Luís de Camões, que dedicou um episódio de Os Lusíadas à “linda Inês”.

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2. Teatro Lethes

Teatro Lethes
Teatro Lethes. Por João Pelica

Situado em Faro, o Teatro Lethes é uma das salas de espectáculo mais antigas do país, tendo sido inaugurado em abril de 1845. Por aqui passaram muitos artistas e espectadores, mas existem dois episódios especialmente marcantes na mística deste teatro. 

Conta-se que este teatro está assombrado pelo espírito de uma bailarina, que não aguentou a pressão dos ensaios e que, por isso, se enforcou em pleno palco. Também há quem diga que foi por causa de um desgosto amoroso.

Além da lenda da bailarina, diz-se que o edifício está assombrado por um soldado napoleónico, cujo esqueleto foi encontrado emparedado no local onde hoje está uma cabine elétrica.

Diz-se que, quando tudo está em silêncio, se podem escutar passos e a madeira do palco principal do teatro a ranger. Ao que parece, ainda hoje deambula pelo local a alma da bailarina que ali se suicidou.

3. Palácio do Beau-Séjour

Palácio do Beau-Séjour
Palácio do Beau-Séjour. Por Vitor Oliveira

O Palácio do Beau Séjour foi mandado construir pela Viscondessa da Regaleira em 1849, na Quinta do Beau-Séjour, em Lisboa. Posteriormente, foi adquirido pelo Barão da Glória que faleceu na propriedade. Desde 1992 que neste espaço funciona o Gabinete de Estudos Olisiponenses da Câmara Municipal de Lisboa.

Quem por lá já passou afirma que a alma do barão deambula pelos jardins e pela casa, e que é a responsável por arrastar chávenas, mudar livros de sítio e tocar nas campainhas. Quem assombra a cave do palácio, onde há mais atividade paranormal, é, alegadamente, a Viscondessa da Regaleira.

4. Convento de Mafra

Convento de Mafra
Convento de Mafra. Por Alvesgaspar

Construído ao longo de mais de três décadas, a construção do também conhecido como Palácio Nacional de Mafra iniciou-se em 1717 por iniciativa do rei D. João V. Muitos trabalhadores perderam a vida enquanto construíam este imponente edifício e, reza a lenda que, os seus espíritos deambulam pelo convento, bem como o fantasma de um capitão sem cabeça. 

E, porque as assombrações não eram suficientes, circulam há décadas rumores de que há ratos mutantes, albinos e grandes como coelhos, nos túneis do convento, que estão fechados a visitantes.

5. Palácio de Valenças

Palácio de Valenças
Palácio de Valenças. Por monsieur paradis

Sintra é um lugar muito ligado ao mistério e ao sobrenatural, contando com muitas lendas de casas assombradas e de espíritos que deambulam pela vila. Um destes locais é o Palácio de Valenças, antiga residência do conde de Valenças. 

Conta-se que aqui se encontra o fantasma de Palmira, uma serviçal do conde que, apaixonada por ele e vendo que o seu amor era impossível, se terá suicidado ali. Ao que parece, Palmira ainda vagueia pela casa, a chorar pelo amor que nunca teve.

Mas esta história tem um lado menos misterioso. Há alguns anos, a Câmara Municipal de Sintra instalou no Palácio de Valenças a sua biblioteca, e aí trabalhou durante muito tempo uma senhora chamada Palmira, tendo inclusivamente chegado a habitar numa zona inferior do edifício durante alguns anos. Quando esta funcionária faleceu, alguns funcionários mais brincalhões tentaram assustar os colegas mais crédulos e começaram a pregar partidas em torno do seu suposto fantasma. A história pegou e assim se criou o fantasma da serviçal do conde.

6. Castelinho Nossa Senhora de Fátima

Diz-se que há fantasmas em várias casas ao longo da linha de Cascais. Mas nenhuma como o Castelinho Nossa Senhora de Fátima, que chama a atenção pela sua arquitetura peculiar. Construída em 1927, foi vendida em 2016 por cerca de três milhões de euros. E, de acordo com os vizinhos, o comprador levou como extra uma assombração.

Há quem conte a história de uma menina que morava numa casa perto do castelinho e que terá caído acidentalmente das arribas. Reza a lenda que os pais dessa criança ofereceram a moradia, em sua memória, a uma instituição de apoio a invisuais. Porém, existe outra versão que diz que essa menina era na verdade filha dos primeiros proprietários da casa, continuando por isso a deambular pelos muros da propriedade com uma boneca na mão.

7. Pátio do Carrasco

Pátio do Carrasco
Pátio do Carrasco. Por SoniaBonet

O Pátio do Carrasco situa-se em Lisboa, em frente ao Largo do Limoeiro, junto à antiga cadeia. O pátio está hoje bastante degradado, mas foi aqui que terá vivido temporariamente Luís António Alves dos Santos, conhecido como “o Negro”, que foi o último carrasco de Portugal. 

A lenda conta que existe um túnel subterrâneo, que ia desde o Pátio do Carrasco à Prisão do Limoeiro, mesmo ao lado, e que seria usado para que o carrasco pudesse mais facilmente ir executar os seus deveres. A lenda conta também que, no local onde estaria essa passagem, ainda hoje se ouvem gritos, que seriam do próprio Luís, atormentado pelas mortes que causou.

Dizem que morreu só, esquecido, triste e pobre, doente de epilepsia e asma, a 18 de agosto de 1873.

8. Capela dos Ossos de Évora

Capela dos Ossos
Capela dos Ossos de Évora. Por Paolo Querci

“Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”. É com esta frase que a Capela dos Ossos de Évora nos dá as boas-vindas a um universo curioso, mas ao mesmo tempo um pouco macabro. A frase é uma mensagem para os vivos, uma lembrança de que a vida é efémera e que um dia também eles serão apenas ossos.

A Capela dos Ossos é um dos mais conhecidos monumentos da cidade de Évora e fica situada na Igreja de São Francisco. Foi construída no século XVII por iniciativa de três monges franciscanos, para que as pessoas refletissem sobre a transitoriedade da vida e para representar uma alegoria à morte.

Mais de cinco mil ossos e crânios adornam as paredes, teto e colunas e até o exterior desta capela, provenientes dos cemitérios da cidade. Há ainda dois esqueletos inteiros pendurados, sendo um deles o de uma criança.

Viagem assustadora pelas capelas de ossos de Portugal

“Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”. É com esta frase que a Capela dos Ossos de Évora nos dá as boas-vindas a um universo curioso, mas ao mesmo tempo um pouco macabro. A frase é uma mensagem para os vivos, uma lembrança de que a vida é efémera e que um dia também eles serão apenas ossos.

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9. Palacete da Quinta de Marques Gomes

Palacete da Quinta Marques Gomes
Palacete da Quinta Marques Gomes. Por Enric Rubio Ros

No início do século XX, Manuel Marques Gomes, um homem importante em Canidelo, Vila Nova de Gaia, fez fortuna no Brasil e voltou para Portugal, onde mandou construir este palacete à beira do rio Douro. Depois da sua morte, em 1932, os seus 13 filhos não chegaram a acordo quanto à herança, e a casa acabou por ser abandonada. 

Hoje, faz parte do complexo de habitação Quinta Marques Gomes. Mas diz-se que o espírito do primeiro proprietário assombra o palacete. Conta quem por lá já passou que ali se ouvem vozes e sons inquietantes. Um dos fenómenos mais convincentes e vivos da existência de fantasmas foi aqui captado, ouvindo-se uma voz, fria, brusca e metálica, a dizer “saiam daqui, vão já embora!”.

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