Mata Nacional do Buçaco

Mata Nacional do Buçaco. Por alexanderkonsta

O outono pinta de cores quentes a paisagem. As folhas das árvores preenchem o chão e chegam as primeiras chuvas. O verão já lá vai e é tempo de colheitas. Chegam as castanhas, as abóboras, as uvas, as romãs, os figos.

Se gosta desta estação do ano, sugerimos-lhe 8 lugares onde pode apreciar todas as cores de outono e desfrutar dos últimos dias de temperatura amena.

1. Mata da Albergaria, Serra do Gerês

Mata da Albergaria

Por bruno ismael alves

A Mata da Albergaria é um dos mais importantes e mais belos bosques do Parque Nacional da Peneda-Gerês. É constituída por um carvalhal secular que é um dos exemplos mais bem conservados da floresta autóctone atlântica que caracteriza o norte de Portugal.

Numa agradável caminhada pela mata será acompanhado pelo percurso de um ribeiro que vai criando diversas cascatas e piscinas naturais de água cristalina, habitadas por imensas rãs.

Descubra como a mata vai mudando conforme as estações do ano e deixe-se surpreender pelos cavalos garranos que por ali passeiam ou pelos vestígios da Geira (via romana) que atravessa o Gerês e que são visíveis através da presença de marcos miliários.

2. Mata Nacional do Buçaco, Luso

Mata Nacional do Buçaco

Por alexanderkonsta

A Mata Nacional do Buçaco é uma área protegida localizada na serra do Buçaco, na freguesia de Luso, concelho da Mealhada. A mata foi mandada plantar pela Ordem dos Carmelitas Descalços no primeiro quarto do século XVII, encontrando-se delimitada pelos muros erguidos pela ordem para limitar o acesso à mata.

Este bosque alberga espécies vegetais de todo o mundo, incluindo o célebre cedro-do-buçaco. Beneficiando de um microclima muito particular e de escassa intervenção humana ao longo de séculos, foi possível conservar no Buçaco alguns habitats outrora mais abundantes. Localiza-se aqui o adernal, um habitat único cuja atual distribuição mundial se restringe à área da Mata.

3. Mata da Margaraça, Serra do Açor

Fraga da Pena

Fraga da Pena. Por alexanderkonsta

Com cerca de 68 hectares, a Mata da Margaraça é a jóia da coroa da serra do Açor, uma floresta que representa um dos últimos redutos do que foi em tempos a floresta autóctone das zonas serranas beirãs e que agora apenas sobrevive em algumas áreas de matagal como é o caso desta mata.

Esta floresta é também caracterizada pela constante presença de cursos de água, que frequentemente dão origem a belas cascatas, especialmente em zonas particulares da mata como é o caso da Fraga da Pena.

4. Mata do Convento dos Capuchos, Serra de Sintra

Mandado construir em 1560 por D. Álvaro de Castro, conselheiro de Estado de D. Sebastião, o Convento dos Capuchos surgiu num lugar isolado e inóspito, cujas condições naturais à época da sua fundação tiveram forte influência na escolha da sua localização.

Habitado ainda nos finais do século XVIII, o convento terá sido abandonado em 1834, com a extinção das ordens religiosas por ordem do regime liberal. Para além do convento, também a mata que o envolve merece uma visita e dá um ar ainda mais místico ao local.

Com os seus velhos carvalhos e arbustos de grande porte, a mata do convento beneficiou certamente da proteção dos religiosos, tendo sobrevivido até aos nossos dias como testemunho mais importante da floresta primitiva da serra de Sintra.

5. Parque Florestal das Sete Fontes, ilha de São Jorge, Açores

Parque Florestal das Sete Fontes

Por José Luís Ávila Silveira/Pedro Noronha e Costa

O Parque Florestal das Sete Fontes é um dos mais importantes da ilha de São Jorge e um dos maiores, com cerca de 50 hectares. Foi inaugurado em 1976 e alberga várias espécies de fauna e flora.

Aqui é possível encontrar viveiros para diferentes tipos de plantas que daqui são depois transplantadas para outros locais da ilha, lagos calmos e tranquilos, locais de diversão infantil. Para piqueniques existem uma série de mesas de pedra e alvenaria que foram dispersas por entre o arvoredo.

Ao longo dos séculos, o espaço dada a sua importância hidrológica foi sempre protegido da intervenção humana. Passeie pelo parque e mergulhe nesta atmosfera densa e rica em formas, cores e brilhos.

6. Covão d’Ametade, Serra da Estrela

Por Hurtuv

O Covão d’Ametade é um dos locais mais simbólicos e bonitos da serra da Estrela e fica localizado no início do Vale Glaciário do Zêzere. Trata-se de uma depressão de origem glaciar, com vegetação envolvente, tornando-o num dos locais mais pitorescos da região.

O local está a cerca de 1500 metros de altitude e não está acessível nos dias de inverno mais rigoroso em que as estradas não permitem passagem devido à queda de neve. O outono é a estação perfeita para visitar este local mágico que se enche de mil cores devido à vegetação envolvente, maioritariamente composta por bétulas.

7. Mata Nacional de Vale de Canas, Coimbra

A Mata Nacional de Vale de Canas localiza-se junto da povoação com o mesmo nome, na cidade de Coimbra. Conhecida por ter a árvore mais alta da Europa, com 73 metros de altura, a mata ocupa uma área de 16 hectares.

No século XVI já havia referências a esta mata, que era nessa altura designada por Mata do Rei, uma vez que pertencia à Coroa Real Portuguesa, e era constituída por vegetação espontânea.

A mata tem uma elevada biodiversidade e um património genético considerável, desempenhando uma importante função de conservação e possibilidade de usufruto da natureza. Este lugar fica ainda mais bonito no outono quando se enche de folhas coloridas pelo chão.

8. Alto Douro vinhateiro

Douro

Por ah_fotobox

Esta região é magnífica durante todo o ano, mas visitar o Alto Douro vinhateiro no outono, na época das vindimas, é um momento único e imperdível. A Região Vinhateira do Alto Douro é uma área do nordeste de Portugal com mais de 26 mil hectares, classificada pela UNESCO, em 2001, como Património da Humanidade, na categoria de paisagem cultural.

Banhada pelo rio Douro, aqui produz-se vinho há mais de 2000 anos, entre os quais, o mundialmente célebre vinho do Porto. As suas origens remontam à segunda metade do século XVII, altura em que o vinho do Porto começa a ser produzido e exportado em quantidade, especialmente para a Inglaterra.

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