Por Alizada Studios

Se há lugares privilegiados no mundo, a Aldeia do Meco é necessariamente um deles. Praias de extensos areais e uma boa vice fazem desta aldeia o escape preferido das elites lisboetas. Ao lado, na Lagoa de Albufeira, desfrute de vários desportos ligados ao mar.

Praias de arriba lindíssimas e de areia branca e fina, uma gastronomia de excelência, uma onda muito própria onde a boa vibe rima com o “pé na areia” e a proximidade de Lisboa, fazem desta aldeia um dos locais mais procurados para escape de fim de semana de algumas elites lisboetas.

No passado, o Meco era uma zona praticamente selvagem. Os automóveis escasseavam e as carroças de bois eram o meio de transporte mais usual. Começou apenas por ser uma pitoresca aldeia junto ao mar onde a agricultura, a pesca artesanal das artes Xávegas (expressão que deriva do árabe xabaca e que significa redes) e alguma pastorícia eram as principais formas de sobrevivência dos locais.

Por Pilar Andreu

Porém, em meados dos anos 70, uma comunidade de artistas e hippies descobriu este paraíso a 40 minutos de Lisboa e –aproveitando a cobertura das arribas– começou a fazer do lado esquerdo da Praia do Moinho de Baixo um spot de naturismo enchendo a pacata aldeia de vida e de energia.

No início dos anos 80, os poucos habitantes da aldeia começaram a perceber o potencial da terra em que viviam e –depois de décadas a viver da terra e o mar– começaram a transformar barracões de apoio agrícola, galinheiros e chiqueiros em pequenas casas que permitissem aos forasteiros hippies e famosos alojar-se na aldeia.

As caras da banca, da televisão, do teatro e da moda foram alugando por aqui pequenas casas de aldeia e –às sextas-feiras– era ver o pinhal a encher-se de carros e um desfile imenso de beleza e naturismo pelos areais dourados.

Hoje o Meco não perdeu esse glamour. As elites lisboetas instalaram-se para ficar e a aldeia foi crescendo controladamente para lá dos seus limites chegando –hoje em dia– quase até à praia.

Os restaurantes começaram a nascer na areia da praia e nas ruas da aldeia trazendo outra dinâmica ao Meco. O mais antigo talvez seja o velhinho Celmar –agora completamente renovado pela mão de Daniela Polido, chef de cozinha e filha dos proprietários Mário Rui e Celina Polido– que continua a ser uma das melhores apostas para jantar na aldeia.

Para além dos tradicionais arroz de lingueirão e do excelente peixe e marisco que herdou dos tempos em que a casa era gerida pelos pais, a jovem chef aposta agora na inovação com tártaros de atum e novilho, em deliciosas opções vegetarianas e, na época deles, nuns incomparáveis ouriços do mar com puré trufado.

Muitas e muito boas são as opções gastronómicas nesta mágica aldeia. O peixe e marisco sempre fresco da Gula do Meco, o arroz de tamboril com fígados do Acácio, a Cataplana do Pinhal, os filetes de peixe espada com arroz de tomate do Tropical do Meco, os imperdíveis petiscos (como os caracóis, as moelas e o choco frito da Capelinha do Meco e, muito recentemente, as inovadoras sugestões dos Chefs Tiago e Marta na Taberna 520 para picar e partilhar à noite e, claro, o Bar do Peixe, na areia da praia do Moinho de Baixo, provavelmente o mais mediático.

Começou há mais de 26 anos e era –então– um tosco barraco de praia onde o jovem casal Jorge Sousa e Leonor Mendes assava magistralmente peixe fresco pescado por ele e servido sem cerimónias por ela. Hoje o paradigma mudou.

Mudou tudo menos o peixe magistralmente assado no lugar mais bonito do Meco para assistir ao pôr do sol. O velho barraco deu lugar a um bar de praia moderno onde é imperdível um copo de final de dia enquanto os olhos repousam na bola de fogo que se põe no mar.

Por HLPhoto

Depois há que fazer a ronda pelos três bares da aldeia. O mais antigo, o Maria Adelina, dá música dos anos 80 e 90 e a pista de dança enche-se de cor e movimento nas noites quentes de verão. Há ainda o Aldeia onde se pode tomar um copo e dar dois dedos de conversa na esplanada com quem passa pela rua principal da aldeia e o recém inaugurado Village Club, mais acolhedor, onde o Chill Out, o Jazz, a Bossa e o Fado reservam noites mais tranquilas de boa conversa entre amigos.

Os pequenos almoços e lanches passam obrigatoriamente pelo Ponto M, onde o pão caseiro ainda quente, os ovos mexidos, os bolos e croissants caseiros e as opções mais saudáveis como o iogurte com fruta e granola ou as panquecas de aveia e banana fazem as delicias de quem por ali passa. Tudo, claro está, acompanhado pela simpatia das proprietárias, as irmãs Manuela e Irene Coelho.

Depois, das duas uma: ou aproveita o dia de praia e ruma a uma das incríveis praias da zona, ou aproveita as actividades disponíveis e se veste para a aventura. Se optar pela praia, muitas são as opções disponíveis. A mais conhecida –e também aquelas cujos acessos lhe permitem chegar quase com o carro até à praia– é mesmo a do Moinho de Baixo, mais conhecida como Praia do Meco.

Pode alugar um toldo com duas espreguiçadeiras numa das concessões de praia ou –se assim o entender– dirigir-se para as zonas menos frequentadas da praia ou para a zona naturista.

Por SoniaBonet

Em direcção ao Cabo Espichel encontra uma correnteza de praias igualmente incríveis. A primeira –partindo do Meco– é a Praia do Rio da Prata. Depois de deixar o carro estacionado ao abrigo da sombra de um pinheiro, o único inconveniente é ter que descer a arriba pois não há qualquer acesso construído.

Esta é uma praia menos frequentada por famílias e a eleita da comunidade gay, um dos públicos mais importantes da aldeia do Meco. De seguida encontrará a praia das Bicas e, finalmente, a praia da Foz que, em dias de vento é necessariamente a mais abrigada e a mais pequena da região.

Há ainda outras opções como a praia dos Lagosteiros ou a Praia da Mijona mas –depois de dobrado o cabo Espichel e já quase a chegar a Sesimbra– a praia que merece todas as referências do mundo é necessariamente a praia de Ribeiro de Cavalo.

Sesimbra Praia

Por Por nvphoto

Já eleita por diversas revistas de turismo internacionais como a Praia mais Bonita do Mundo, Ribeiro de Cavalo –que deve o seu nome a uma formação rochosa em forma de cabeça de cavalo– é senhora de uma beleza que se admira do alto enquanto se vai descendo a pé o trilho de dificuldade média que dá acesso ao areal. De água cristalina e turquesa e de areia grossa e branca, esta é provavelmente, uma das praias mais bonitas que os seus olhos algum dia avistaram.

Ora se, como dissemos acima, a sua opção for a actividade física e a aventura, pode ficar pelo Meco e marcar um salto de parapente na Praia das Bicas com a empresa Flytime ou um romântico passeio a cavalo com a We Love Horses Meco do actor Paulo Nery. Se, por outro lado quiser visitar os arredores, nada como rumar no sentido de Lisboa e dirigir-se à “irmã pobre” da Aldeia do Meco, a Lagoa de Albufeira apenas a 3 quilómetros.

Por Walterpeitz

Aqui os desportos náuticos são reis e senhores e pode ter aulas de stand up padle, wind e kite surf ou kayake, tudo ao sabor da sua vontade e da vontade do vento que se fizer sentir. Também ali ao lado, na Lagoa Pequena, o centro de Observação de Pássaros é absolutamente imperdível e corre o sério risco de se apaixonar pela paisagem tranquila das águas calmas da lagoa, dos juncais que crescem selvagens e da natureza que clama por mais um dia que vai chegando ao fim.

Acabamos como começámos… Não hesite em visitar a Aldeia do Meco e a Lagoa de Albufeira pois, se há lugares privilegiados no mundo, esta região é necessariamente um deles!

Casas de campo em Setúbal

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