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Monsanto, uma aldeia esmagada entre pedras

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Monsanto
Monsanto. Por Taiga

Podiam ter sido os habitantes de Monsanto a inventar a expressão “o mundo está prestes a cair-me em cima” já que a este pequeno povo parece que lhe caíram, literalmente, enormes pedras da montanha sobre as suas casas.

É curioso, como conseguiram que um lugar repleto de enormes pedras fosse povoado por pessoas e o mais impressionante é que o resultado dessa improvável junção seja tão maravilhoso.

Monsanto
Por Nessa Gnatoush

Nesta aldeia da Beira Baixa é comum ver os telhados das casas completamente esmagados por enormes pedras. Aqui é comum poder tomar um café tendo como base estas peculiares rochas, com a maior naturalidade do mundo. Monsanto é um lugar autêntico e medieval, principalmente desde 1938, quando um concurso batizou esta aldeia como “a aldeia mais portuguesa de Portugal”, também mencionado pelo galo de prata da coroa Torre de Lucano (século XIV).

Pedra sobre pedra

Monsanto
Por Migel

A aldeia debruça-se sobre a muralha, hoje destruída, com as suas telhas encarnadas e as suas ruas de granito. Monsanto é uma das freguesias de Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco.

As suas grandes pedras não são só o mais exclusivo de Portugal, mas também um alicerce da identidade desta aldeia. O tradicionalismo informal das suas ruas e os singulares edifícios consagram-lhe o título que tanto preserva de a “aldeia mais portuguesa de Portugal”.

Por alexilena

A não perder!

– A Igreja Matriz de Monsanto, templo do século XV/XVI.
– A Rua da Capela, lugar de repouso entre os antigos comerciantes que cruzavam a fronteira.
– A Praça da Misericórdia, também de pedra com a Torre do Relógio pertencente a Lucano.
– A Fonte do Ferreriro, cuja “água (…) matou a sede a muitos reis e príncipes”.
– O Miradouro de Monsanto sobre as pedras da encosta.
– O castelo, localizado no ponto mais alto da colina, a 758 metros de altura.
– A Praça da Cruz e a casa dos aristocratas Pinheiro.

Firmeza natural e histórica

Por ArbyDarby

A firmeza de Monsanto é o reflexo da sua resistência histórica já que no século II aguentou inabalavelmente durante sete anos a força do Império Romano. Ainda hoje essa firmeza é celebrada com a conhecida Festa das Cruzes.

Durante as batalhas contra o Reino de Leão, a fortaleza de Monsanto sucumbiu. Contudo, o caratér desta aldeia nunca foi derrubado. A muralha foi reconstruida quando, no século XII, o rei D. Afonso Henriques doou a Vila à Ordem dos Templários e eles voltaram a reerguê-la, pedra por pedra.

Por Rolf E. Staerk

Ainda assim, Monsanto teve uma outra oportunidade de mostrar ao mundo a sua força. No século XIX, quando o armazém de munições do castelo rebentou, voltou a destruir parte do castelo e da muralha. Se tivéssemos apenas esta informação, ao chegar à aldeia, poderíamos pensar que todas as gigantes pedras que estão a encurralar as casas foram o resultado daquelas explosões, mas na verdade as pedras sempre estiveram lá e foram as casas que se adaptaram a elas.

Durante o mês de maio, a aldeia de Monsanto recebe a Feira Medieval. Sem dúvida, uma boa altura para conhecer esta aldeia tão única e autêntica. De qualquer forma, se o seu objetivo é maravilhar-se com as seus penedos, qualquer época do ano é boa, já que as pedras estiveram, estão e estarão como parte da identidade de Monsanto.

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