Barco Rabelo. Por MiguelG.

É a segunda maior cidade de Portugal e tem um carisma muito próprio. Se não conhece a também chamada Cidade Invicta –assim denominada pela coragem das suas gentes que não se deixavam vencer em tempos de guerra–, lá chegado facilmente vai perceber que está a calcorrear uma cidade cheia de razões para estar a conquistar inúmeros prémios turísticos nacionais e internacionais.

A arquitetura é uma delas. As famosas casas da Ribeira, que se amontoam, estreitas e coloridas sobre o rio Douro, com estendais a mostrar o íntimo das suas gentes, são uma marca da cidade. Estas casas, que se erguem em altura e não em largura, construídas em tempos de impostos sobre o escasso chão, espalham-se por toda a cidade.

E estes prédios pitorescos, ora pintados de cores, ora revestidos a azulejos, fazem paredes-meias com palacetes e casas senhoriais, que deslumbram cá de foram pelos seus ornamentos. Por sua vez, também estes e as outras fazem paredes-meias com as maravilhosas e peculiares igrejas de fachadas cobertas a azulejos azuis e brancos. Vai perceber que o azul e o branco estão presentes por toda a cidade. Esta veste-se de vários tons, mas são estes os que sobressaem.

Por MiguelG.

A cidade é grande e há muito o que visitar. Seja mais tradicional ou mais cosmopolita, encontra no Porto a oferta que procura. Sem dúvida. É uma cidade que, a par do país, está a crescer a olhos vistos no setor do turismo e há roteiros para todos os gostos. Mas, ainda assim, apesar de grande, dá para percorrer alguns dos principais pontos turísticos a pé. Mas prepare-se para umas boas caminhadas e para subir e descer antigos vales agora cobertos pela cidade.

Comece a visita pelo centro. Um passeio pela enorme Rua de Santa Catarina, a principal rua de comércio do Porto, permite-lhe fazer todo o tipo de compras e conhecer alguns espaços icónicos da cidade, como o Café Majestic. Aberto em 1921, explana o glamour da La Belle Époque. Depois de percorrer os 1540 metros de comprimento desta rua, vai querer sentar-se aqui seguramente. Beba um cimbalino (café) ou um fino (imperial) demoradamente e aprecie o movimento dos portuenses.

Ali bem perto, a Igreja de Santo Ildefonso impõe-se com os seus azulejos azuis e brancos na Praça da Batalha. Data de 1739 esta igreja que tem ainda duas torres com sinos. E já que falamos de igrejas com azulejos, não muito longe, na esquina da Rua de Santa Catarina com a Rua Fernandes Tomás, está a Capela das Almas ou Capela de Santa Catarina, construída no século XVII. É totalmente revestida de azulejos. São exatamente 15.947 os azulejos que cobrem cerca de 360 metros quadrados de parede. Vale a pena ver. Estes são apenas dois exemplos, mas há mais edificações da Igreja revestidas a azulejos pela cidade que vale a pena conhecer. Peça um guia no posto de turismo da cidade.

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Ainda antes de partirmos para outra zona da cidade, desloque-se até ao Mercado do Bulhão. Quer dizer, neste momento num profundo restauro, visite o mercado temporário que acolhe o mesmo espírito das vendedoras de peixe, de fruta e de legumes. Não se admire se se meterem consigo. As peixeiras são matreiras. Faz parte do carisma do local.

Como já percebeu, no Porto, há que tomar decisões. Há muito para ver e para fazer. Seja no centro, seja junto ao rio, seja passeios de barco, seja conhecer as caves do outro lado do rio, em Gaia, etc… Planeie bem o seu roteiro. Por ora, antes de descermos à Ribeira, há dois spots incontornáveis na zona mais central que temos ainda de visitar: os Clérigos e a livraria Lello.

Aproveitamos a caminhada para passarmos pela famosa Avenida dos Aliados e pela Praça da Liberdade, o coração da cidade, onde os festejos dos portuenses se concentram. Subimos até aos Clérigos. Este conjunto arquitetónico, classificado Monumento Nacional desde 1910, é pela sua Igreja e pela sua Torre um dos principais pontos de interesse, e local de visita obrigatória para todos os que visitam a cidade do Porto.

Por MiguelG.

A Igreja e a Torre integram uma edificação do século XVIII, de inspiração barroca, que marcou a configuração urbana da cidade. A mais de 75m de altura, depois de subir 225 degraus e chegar ao topo da torre, a vista sobre a cidade deslumbra. Numa perspetiva a 360°, o visitante frui de um momento único, quer de dia ou de noite, quando em épocas especiais, a torre abre as suas portas até às 23h00.

Prosseguimos até à vizinha Livraria Lello. O que tem uma livraria de especial? Pois esta é uma das mais belas do mundo e precisa de bilhete para lá entrar, tal é a afluência de turistas. O desejo deve-se não só à sua bela arquitetura e às suas escadas vermelhas retumbantes, mas também por ter ganhado visibilidade após ter servido de inspiração para os famosos livros Harry Potter. Data de 1906 e, por entre livros e muito glamour, ao longo da sala também podem ser encontrados os bustos de alguns dos mais importantes escritores portugueses, como Eça de Queirós, Camilo Castelo Branco ou Teófilo Braga. E, claro, muitos e muitos livros que pode adquirir.

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Assoberbados com tanta beleza arquitetónica e literária, dirigimo-nos à Ribeira. Junto ao rio Douro, está é uma das zonas históricas do Porto mais carismáticas e apelativas. Ao final da tarde fervilha atualmente de turistas que aqui querem beber, petiscar e jantar junto ao rio. Património Mundial da Unesco, a Ribeira concentra a cultura portuense num aglomerado de casas estreitas e coloridas e com barcos Rabelo nas margens do rio.

É aqui que o convidamos a fazer um cruzeiro pelo Douro. Há os simples de cerca de uma hora, onde consegue ver o Porto e Vila Nova de Gaia a bordo de um destes típicos barcos que antigamente transportavam pipas de vinho; há os cruzeiros que permitem almoçar ou jantar a bordo; e também outros que lhe permitem navegar do Porto até ao início do rio em Portugal, com a duração de um ou até mesmo dois ou três dias. Informe-se junto dos operadores locais.

Por MiguelG.

Nesta zona, dê ainda um salto à Alfândega do Porto, o maior edifício da cidade que, em 2019, comemora 150 anos. Criado para ser o epicentro comercial da Invicta, hoje está renovado e é palco para as artes e culturas, acolhendo variadas exposições nacionais e internacionais e grandes eventos, como o Portugal Fashion.

Pois é, mas estar no Porto é provar vários vinhos, destacando-se o famoso vinho do Porto. Por isso, passe a ponte D. Luís para a outra margem e, depois de um breve passeio pelo teleférico de Vila Nova de Gaia para ver as vistas do Porto de uma diferente perspetiva, conheça algumas das emblemáticas caves que aqui se encontram.

Ferreira, Taylor’s, Offley, Sandeman… aqui pode provar o famoso vinho do Porto, ver como se acondicionam nas grandes adegas e conhecer melhor a história do vinho e desta terra que o torna tão especial. Em algumas caves é possível almoçar, noutras é possível ouvir fado, noutras poderá fazer harmonizações de vinhos com produtos da região. Há múltiplas ofertas.

Temos a certeza de que mesmo conseguindo fazer todas estas nossas sugestões muito ainda ficará para ver. Vai ter de voltar ao Porto mais uma e outra, e outra vez… Boa estadia!

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