Vale do rio Sabor

Vale do rio Sabor. Por alvieboy

Se bem se lembra, terá com certeza aprendido nas aulas de geografia que um vale é um acidente geográfico cujo tamanho pode variar de uns poucos quilómetros quadrados a centenas ou mesmo milhares de quilómetros quadrados de área.

Um vale é tipicamente uma área de baixa altitude cercada por áreas mais altas, como montanhas ou colinas. Mas deixemos as especificidades geográficas para os entendidos e foquemo-nos na beleza destes lugares mágicos que a natureza nos ofereceu. Selecionámos 9 dos vales mais espetaculares de Portugal com paisagens magníficas.

1. Vale do rio Minho

O rio Minho serve de fronteira entre o norte de Portugal e a Galiza, daí a sua importância quer para os portugueses como para os espanhóis. Dos montes Cantábricos, na serra da Meira, onde nasce, até desaguar no oceano Atlântico a norte de Caminha, o rio Minho passa por várias cidades portuguesas que vale a pena conhecer: Melgaço, Monção, Valença, Vila Nova de Cerveira, entre outras.

A biodiversidade e características paisagísticas do território justificaram a criação de
diferentes zonas protegidas situadas total ou parcialmente no vale do rio Minho, como é o caso do Parque Nacional da Peneda-Gerês e da paisagem protegida do Corno do Bico.

As montanhas que delimitam o vale, albergam unidades vegetais riquíssimas e de elevada biodiversidade, que por sua vez suportam uma importante comunidade animal.

2. Vale do Douro

O título de primeira região demarcada de vinhos do mundo, em 1756, e a classificação de Património Mundial da UNESCO fazem do vale do Douro um dos locais mais visitados e apreciados do país. Poderá explorar as magníficas paisagens do vale do Douro por estrada, de comboio, num barco de cruzeiro, ou até de helicóptero.

Faça um percurso pelos miradouros que oferecem as melhores vistas sobre o rio e visite vinhas, vilas e aldeias desde Miranda do Douro, onde o rio entra em Portugal, até à cidade do Porto, onde o rio desagua e onde desaguam também os vinhos do Douro e do Porto produzidos nestas encostas.

3. Vale do Tua

Vale do Tua

Por Vitor Oliveira

O Parque Natural Regional do Vale do Tua faz parte da Rede Nacional de Áreas Protegidas e tem uma área total de cerca de 25 mil hectares, da qual cerca de 20% pertence ao município de Mirandela, prolongando-se pelo rio Tua, desde a sua origem até ao limite sudoeste do município. Nesta área protegida é de salientar a existência de mais de mil espécies de flora e de fauna.

Há inúmeros miradouros onde é possível apreciar a beleza das paisagens do vale do Tua, como é o caso do miradouro do Ujo, onde uma imponente infraestrutura permite ao visitante observar em pleno um extenso troço deste vale e da atual albufeira.

O Trilho da Senhora da Cunha leva-nos até ao miradouro do Amieiro, situado na aldeia com o mesmo nome. Daqui podemos perceber como a aldeia se encaixa na paisagem e no vale, para além da vista privilegiada que se obtém sobre o Tua. Também vale a pena visitar o Trilho das Fragas Más que nos conduz até ao miradouro das Fragas Más, situado na aldeia de São Mamede de Ribatua.

4. Vale do Guadiana

Vale do Guadiana

Por António Ernesto Martins

Uma das principais atrações do vale do rio Guadiana é sem dúvida o parque natural, uma área protegida com cerca de 69.700 hectares, localizada na região do Baixo Alentejo. O Parque Natural do Vale do Guadiana abrange os concelhos de Mértola e Serpa, localizados no distrito de Beja.

Na zona norte do parque situa-se um dos seus principais atrativos: o Pulo do Lobo, um local de grande interesse geológico onde as águas do Guadiana caem cerca de 20 metros altura através de uma garganta rochosa.

Marcada pelas planícies imensas que se estendem desde Corte Gafo à serra de Serpa, esta área conserva espécies de vegetação únicas, como é o caso do trevo de quatro-folhas-peludo, que segundo a tradição traz sorte a quem o encontrar.

5. Vale do Mondego

O rio Mondego nasce na serra da Estrela, mais propriamente na freguesia de Mangualde da Serra, concelho de Gouveia, e percorre toda a região do centro de Portugal e tem a sua foz no oceano Atlântico, junto à cidade da Figueira da Foz.

Grande parte do percurso até Coimbra faz-se através de um vale bastante encaixado em rochas metamórficas e granito.

Aproveite para explorar esta região fazendo um pequeno cruzeiro nas águas do rio ou descendo em canoa o rio Mondego entre Penacova e Coimbra. Ao longo do curso do rio existem diversas praias fluviais, de entre as quais se destacam as de Ribamondego, Ponte Nova, Penacova, Palheiros/Zorro e Pé Rodrigo.

6. Vale do rio Laboreiro

O rio Laboreiro ajuda à composição de todo um conjunto de extraordinária beleza., serpenteando pelo vale, desde a serra do Laboreiro até se juntar ao rio Lima. Ligando as suas margens, permanecem as pontes que as várias civilizações que por aqui passaram foram construindo ao longo dos tempos, como é o caso da ponte romana Ponte da Cava da Velha e das pontes românicas Ponte de Dorna e a Ponte da Assureira.

Uma das tradições desta região é a existência das inverneiras, que são as zonas mais baixas, localizadas nas duas margens do vale do rio Laboreiro, que servem de refúgio ao frio durante o inverno. É um ciclo que se repete há milhares de anos neste planalto elevado a uns mil metros acima do nível do mar.

7. Vale Glaciar do Zêzere

Vale Glaciar do Zêzere

Por peuplier

Integrado no Parque Natural da Serra da Estrela, o vale glaciar do Zêzere tem 13 quilómetros de extensão e é um dos maiores da Europa. O vale glaciar do Zêzere fica numa importante falha e é um dos melhores exemplos de como os glaciares modelaram a paisagem: a forma em “U” deve-se ao efeito da erosão do glaciar nas encostas do vale.

O vale ostenta inigualáveis belezas geológicas, como as rochas graníticas dos Cântaros, Magro, Gordo e Raso (a 1.928 metros de altitude) e reservas biogenéticas de elevado valor natural e paisagístico. É no sopé do Magro (a 1420 metros de altitude) que fica um dos lugares mais bonitos do vale: o Covão D’Ametade, uma antiga lagoa glaciar.

No fundo do vale, ainda se podem ver pastos verdejantes que alimentam rebanhos de ovelhas e cabras e convivem com inúmeras espécies de fauna e flora. São visíveis ainda algumas construções típicas da serra (características casas de pedra com telhados em colmo de palha de centeio ou giesta).

8. Vale do Côa

Vale do Côa

Por Jpedromac

Não há dúvidas de que quando se fala no vale do Côa o que nos vem de imediato à cabeça são os sítios de arte rupestre que por ali existem e que constituem uma rara concentração de gravuras em pedra datadas do Paleolítico Superior (22.000 – 10.000 a.C.). Inscrito na lista da UNESCO como Património da Humanidade em 1998, o vale do Côa é considerado o mais importante sítio com arte rupestre paleolítica de ar livre.

O Parque Arqueológico do Vale do Côa organiza visitas a alguns núcleos de gravuras. Mas há outras maravilhas para descobrir aqui. Para além da magnífica paisagem, aqui encontra-se um museu que retrata a região e os seus costumes ancestrais, sem esquecer o tão antigo ciclo do pão e a tradição na produção dos vinhos do Douro.

9. Vale do rio Sabor

Vale do rio Sabor

Por Vitor Oliveira

O rio Sabor nasce na sierra de Gamoneda, na província de Samora, em Espanha, e entra logo em Portugal, atravessando a serra de Montesinho. Afluente do rio Douro, passa perto da cidade de Bragança de onde recebe as águas do rio Fervença, indo desaguar perto de Torre de Moncorvo a jusante da Barragem do Pocinho, na aldeia da Foz do Sabor.

Um dos melhores locais para apreciar a paisagem deste vale é o miradouro do vale do Sabor, localizado na freguesia de Adeganha e Cardanha, onde pode deleitar-se com uma magnífica vista sobre o vale, sendo ainda visível ao longe o rio Sabor a desaguar no Douro. Destaca-se também uma vista sobre Torre de Moncorvo e sobre parte do vale da Vilariça.

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