Costa Nova

Costa Nova. Por acnaleksy

Portugal é um dos destinos mais coloridos do mundo. Basta dizer a palavra Portugal e a nossa mente enche-se de cores, sobretudo quando já entrámos na primavera e vamos suspirando pelo verão. Para celebrar o apaixonante cromatismo do nosso país deixamos aqui cinco postais com muita cor.

Palheiros da Costa Nova

Costa Nova, Aveiro

Por tarasan

São as casinhas coloridas mais famosas de Portugal. De certeza que já as viu e pensou que seriam ideais para um anúncio de gelados, não foi? Todas estão pintadas da mesma forma, com riscas brancas e cores vivas, vermelho, verde, amarelo, azul, de acordo com a preferência de cada proprietário.

Costa Nova está a apenas uma hora de distância do Porto, muito perto de Aveiro, uma cidade costeira conhecida como a “Veneza portuguesa” pelos seus canais. Costa Nova é uma longa faixa de areia paralela à ria, na área turística da Rota da Luz. Esta praia é uma das poucas virgens. Aberta ao Atlântico, é ideal para caminhadas nas suas areias finas e para a prática de desportos de vela e surf.

Estas deliciosas casinhas são conhecidas como “palheiros” que era onde antigamente os marinheiros guardavam as suas redes e outros artefactos de pesca. Não há dois iguais. O curioso é que no século XIX, os armazéns eram pintados de preto e ocre, procurando mais a utilidade do que a estética, mas, não se sabe porque, as coisas foram mudando e os proprietários passaram a preferir a cor. Com a nova estética chegou também um novo uso e passaram de armazém a residência de verão.

Palácio da Pena de Sintra

Sintra, Palacio da Pena

Por Jose Ignacio Soto

Sintra fez as delícias do poeta britânico Lord Byron e não é para menos pela profusão de palácios que existe na zona. De todos, o mais famoso é o Palácio da Pena. Com a sua paleta de cores pessoal – roxo, bordô, mostarda -, destaca-se na rocha, cercada pelo verde do frondoso jardim. O conjunto tem o aspeto de um palácio de conto de fadas com o seu próprio monstro, o espectacular tritão que leva ao pátio dos arcos. Se visitar o palácio num dia de céu azul intento, então todas as cores sobressaem ainda mais.

Esta fantasia romântica construiu-se por ordem do príncipe Fernando II de Portugal como residência para a família real. O príncipe apaixonou-se pela região de Sintra depois de a ter descoberto numa excursão com a sua esposa, a rainha Maria II de Portugal. Para a localização, decidiram utilizar o mesmo local de um antigo mosteiro da Ordem de São Jerónimo que havia sido deixado em ruínas após o terrível terremoto de 1755.

A construção, que ficou a cargo do barão de Eschwege, foi lenta e muito cara. Mas no final, o resultado foi um palácio exuberante, algo assim como uma antologia de diferentes estilos arquitetónicos: pode divertir-se reconhecendo elementos do neogótico, do manuelino, neo-renascentista ou até colonial ou islâmico. Pelo seu valor histórico e artístico foi declarado Património da Humanidade pela UNESCO em 1995.

Águeda, a cidade dos guarda-chuvas

Águeda

Por manelkardoso

Milhares de guarda-chuvas de diferentes cores abrem-se, ocupando toda a largura das ruas, como se fossem papel celofane, como se a luz mágica flutuasse. Onde? Pois no centro de Águeda, no distrito de Aveiro. Se ainda não viu esta maravilha cromática até agora, talvez seja porque não usa muito o Instagram, porque foi nessa rede social onde o Umbrella Sky Project se tornou famoso e foi replicado em todo o mundo.

Todos os anos desde 2006 e durante todo o mês de julho, o Festival de Agitágueda enche as ruas de cor e animação. É uma prova tangível de como a arte de rua está a ajudar a colocar vários lugares periféricos no mapa que, de outra forma, não seriam conhecidos. Este evento realiza-se no centro, na Praça 1 de Maio e nas ruas pedestres das redondezas, e ao longo da margem do rio. Não se trata apenas de arte, mas também de numerosos concertos e diferentes animações teatrais.

Amendoeiras do Algarve

Flores de amendoeira

Por Sónia B

Todos os anos, as amendoeiras do Algarve anunciam a chegada da primavera. Neste recanto do sul de Portugal, é a aparição das delicadas flores de amendoeira que anuncia a mudança de estação. E nunca falha durante o mês de fevereiro!

A primavera chega a estas terras sob a forma de um espectacular manto de flores brancas e rosa pastel que parecem flutuar nos ramos das numerosas amendoeiras. O resultado é um paraíso de cor sem igual, ideal para uma escapada romântica e deixar para trás o inverno.

Existe uma lenda sobre a origem das amendoeiras do Algarve que conta a história de Gilda, uma princesa que se casou com o califa Ibn-Almundim. Mas a princesa chorava porque lhe faltava a neve do seu reino. O califa, apaixonado, ou cansado de tanto choro, mandou plantar as amendoeiras, para que quando florescessem parecessem neve.

As amendoeiras cobrem as terras do Barrocal, portanto há que aproveitar para visitar Silves, na serra de Monchique. Esta localidade foi a capital árabe do Algarve e o castelo foi o lugar onde residiu a princesa à qual devemos este espetáculo colorido de Portugal.

As vinhas do Douro, do verde ao castanho

Douro

Por hermitis

Há cores que se saboreiam e não estamos a falar de sinestesias estranhas nem de metáforas. É literal, o verde do Douro tem sabor. O que acontece é que as vinhas são douradas ao sol até que a uva, com a qual se faz um dos vinhos mais famosos do mundo, fique madura.

Desde o Porto até ao Pinhão, o vale mais famoso de Portugal pinta a paisagem de um verde profundo que, conforme avançam os meses, vai adotando muitas outras nuances. Em vários lugares, o rio move-se entre as montanhas cujas encostas são terraços em degraus de solos argilosos e calcários, construídos para as vinhas.

É uma paisagem de excepcional beleza e muito colorida. As vinhas adquirem a cor verde entre abril e maio, que é quando normalmente acontece a folheação. Por outro lado, se visitar a margem do rio Douro após as vindimas, a paisagem será completamente castanha. Este ciclo repete-se há séculos. E justamente por causa desta longa tradição, a UNESCO reconheceu a região como Património da Humanidade, na categoria de paisagem cultural, em dezembro de 2001.

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