Os mais belos presépios de Portugal

Ângela Coelho
Presépio

Por José Conçalves

Em Portugal, o presépio é habitualmente montado no início do Advento sem a figura do menino Jesus que só é colocada na noite de Natal, depois da Missa do Galo. O presépio costuma ser desmontado a seguir ao Dia de Reis.

Apesar de a tradição se manter e de haver figuras indispensáveis à representação do nascimento de Jesus em Belém, há vários presépios de norte a sul do país com características e detalhes especiais que os tornam únicos.

Num ano de pandemia e com medidas especiais de contenção da COVID-19, deixamos-lhe alguns dos mais belos presépios de Portugal.

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9 curiosidades sobre a Restauração da Independência

Ângela Coelho

Coroação de D. João IV (1908). Quadro de Veloso Salgado, Museu Militar, Lisboa.

No dia 1 de dezembro celebra-se a Restauração da Independência, um acontecimento que ocorreu há quatro séculos. É feriado nacional em Portugal, mas será que sabemos tudo sobre o que aconteceu em 1640?

Damos-lhe a conhecer 9 factos sobre a Restauração da Independência de Portugal que talvez não saiba ou já não se recorde das aulas de História.

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A maior ponte pedonal suspensa do mundo fica em Portugal

Ângela Coelho
Passadiços do Paiva

516 Arouca. Por Ângela Coelho

O nome diz tudo. São 516 metros de extensão que fazem da “516 Arouca” a mais longa ponte pedonal suspensa do mundo, localizada, claro está, em Arouca, no distrito de Aveiro. A ponte liga a margem de Canelas à encosta de Alvarenga a 175 metros de altura sobre a secção mais agitada do rio Paiva.

Situada junto aos famosos Passadiços do Paiva, enquanto percorre a ponte terá uma vista deslumbrante sobre a Garganta do Paiva e a Cascata das Aguieiras, ambos importantes patrimónios geológicos do Arouca Geopark, reconhecido em 2009 pela UNESCO.

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7 edifícios que resistiram ao terramoto de 1755

Ângela Coelho

Palácio da Independência. Por Marcin Latka

Conta a História que no dia 1 de novembro de 1755, Dia de Todos os Santos, caiu literalmente o Carmo e a Trindade, expressão popular que hoje em dia usamos quando queremos referir-nos a factos que provocam grande surpresa ou confusão ou, em tom de ironia, a factos sem importância de que se receiam consequências graves.

Mas o sismo que abalou Lisboa em 1755, considerado um dos maiores da história da humanidade e o mais destrutivo de que há registo em Portugal, não destruiu apenas os conventos do Carmo e da Trindade. Praticamente toda a área que hoje é ocupada pela Baixa Pombalina ficou destruída.

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Bonecos de Estremoz, uma arte familiar

Ângela Coelho

Estremoz. Por PhillipC

Chamam-lhe a “cidade branca” do Alentejo por causa da cor do casario, mas também devido às jazidas de mármore branco, que tornaram a cidade conhecida a nível internacional. Mas há algo que pinta a cidade de Estremoz de várias cores garridas e fortes. São os famosos bonecos de Estremoz.

A produção de figurado em barro é uma arte com mais de três séculos e que faz parte da identidade cultural do concelho. Estão inventariadas mais de cem figuras diferentes e todos os dias se inventam novas temáticas, sempre relacionadas com o quotidiano das gentes alentejanas, na sua vivência rural e urbana.

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Faial, o destino mais sustentável de Portugal

escapadaruralpt

Por Schlierner

Todos os anos, a rede EDEN – Destinos Europeus de Excelência da Comissão Europeia – divulga uma lista com os lugares da Europa que mais se distinguem pelo seu turismo sustentável e pelo cuidado que têm com o meio ambiente que os rodeia. Em Portugal, a ilha do Faial, no arquipélago dos Açores, é o único lugar que faz parte da lista dos destinos EDEN.

A rede EDEN promove uma nova forma de viajar na Europa, desenhando o valor e a diversidade de destinos turísticos europeus emergentes. O objetivo é que os turistas possam experienciar o país real e a cultura tal como ela é vivida todos os dias, não apenas espetáculos culturais e experiências turísticas que foram especificamente desenvolvidas para os visitantes.

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O fenómeno das ondas gigantes da Nazaré

Ângela Coelho
surfista Nazaré

Por Wirestock

Foi em novembro de 2011 que o surfista havaiano Garrett McNamara colocou a Nazaré nas bocas do mundo depois de ter batido o recorde da maior onda surfada, com 23,8 metros, na praia do Norte, inscrevendo o seu nome no Livro do Guiness.

Desde então, têm sido vários os surfistas dos quatro cantos do mundo que chegam à Nazaré para colocar à prova as suas capacidades físicas e mentais ao enfrentarem as ondas gigantes que todos os invernos se formam na costa nazarena.

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Magusto: a festa da castanha

Ângela Coelho

Por Josep Cano

Partindo de uma lenda milenar e mantendo uma tradição antiga, o magusto é uma festa popular muito celebrada em Portugal. Há rituais específicos de cada região, mas o essencial que não pode faltar são as castanhas, o vinho e muita música.

As festas do magusto acontecem entre os meses de outubro e novembro e normalmente associam-se a datas festivas desta época como o dia de São Simão (28 de outubro), o dia de Todos os Santos (1 de novembro) e o dia de São Martinho (11 de novembro). Mas na verdade, o magusto celebra-se sempre que a família e os amigos se reúnam à volta de uma fogueira onde se assam castanhas regadas por jeropiga, água-pé ou vinho novo.

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Na serra da Gardunha o outono rima com cogumelos

Ângela Coelho

Por Galyna Andrushko

Nem só de cerejas vive o concelho do Fundão, na Beira Baixa. As flores de cerejeira que pintam de branco a paisagem da serra da Gardunha na primavera dão lugar a cores mais outonais que albergam mais de 400 espécies diferentes de cogumelos.

Enquanto que na freguesia de Alcongosta a cereja é a rainha no mês de junho, na vizinha aldeia de Alcaide reina o cogumelo, particularmente os míscaros, o tipo de cogumelo que dá nome ao festival que se realiza em novembro desde 2009.

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Viagem assustadora pelas capelas de ossos de Portugal

Ângela Coelho
Capela dos Ossos Évora

Capela dos Ossos de Évora. Por PESP/ Wikimedia

“Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”. É com esta frase que a Capela dos Ossos de Évora nos dá as boas-vindas a um universo curioso, mas ao mesmo tempo um pouco macabro. A frase é uma mensagem para os vivos, uma lembrança de que a vida é efémera e que um dia também eles serão apenas ossos.

As capelas de ossos e ossuários são comuns na Europa e existem há centenas de anos, sendo que as mais antigas remontam ao século VI a.C.. Os ossos humanos sempre foram alvo de uma grande obsessão, sendo-lhes associada uma componente mística.

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