Magazine Natureza Passadiços do Sistelo: caminho sobre o rio Vez até ao “Tibete português”

Passadiços do Sistelo: caminho sobre o rio Vez até ao “Tibete português”

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Há modas que vieram para ficar e os inúmeros passadiços que podemos encontrar de norte a sul do país demonstram isso mesmo. Mas, se há passadiços para todos os gostos e condições físicas, há alguns que reúnem consenso geral sobre a beleza das suas paisagens, como é o caso dos Passadiços do Sistelo. 

Passadiços do Sistelo
Passadiços do Sistelo. Por Alexdacruz10

Nos limites do Parque Nacional da Peneda-Gerês, no concelho de Arcos de Valdevez, os Passadiços do Sistelo são um percurso perfeito para se perder entre lagos de água doce e socalcos verdes, entre floresta densa e marcos históricos.

Este passadiço une a ponte medieval de Vilela até à aldeia de Sistelo – ou vice-versa – e é bastante conhecido pelos amantes de caminhadas e os praticantes de ciclismo BTT, mas continua a ser um segredo para a maioria dos portugueses. 

Ponte Medieval de Vilela
Ponte medieval de Vilela. Por Joseolgon

Com cerca de 10 quilómetros, ao longo de carreiros pelas margens do rio Vez, o percurso dura entre três a quatro horas e é considerado um trajeto de dificuldade média, com algumas subidas e descidas acentuadas. Mas os passadiços de madeira que acompanham o sinuoso curso de água são apenas uma pequena parte destes 10 quilómetros – cerca de dois quilómetros apenas.

Os Passadiços do Sistelo estão inseridos num percurso ainda mais extenso: a Ecovia do Vez, que se estende ao longo dos rios Lima e Vez, num total de 32,5 quilómetros. A ecovia começa na foz do rio Vez, passa pela vila de Arcos de Valdevez e termina nos socalcos de Sistelo.

Passadiços do Sistelo
Passadiços do Sistelo. Por Ângela Coelho

Pegue na mochila, ou na bicicleta para os mais aventureiros, e aprecie as bonitas margens do rio Vez e a sua fauna e flora características, que lhe valeram a classificação de Reserva Mundial da Biosfera – estas reservas são definidas pela UNESCO como laboratórios vivos da conservação de paisagens, ecossistemas e espécies e plataformas de investigação, monitorização, educação e sensibilização.

Desfrute do silêncio que é apenas interrompido pela água do rio e pelo chilrear das aves que por ali habitam, como o colorido guarda-rios. Pelo caminho, irá encontrar outros encantos que fazem parte da paisagem e que são merecedores de uma paragem mais demorada. É o caso das antigas poldras romanas, usadas para a travessia dos riachos, ruínas de moinhos, ou ainda das lagoas, cascatas, e várias praias fluviais, perfeitas para um mergulho nos dias quentes de verão.

Praia Fluvial de Sistelo
Praia Fluvial de Sistelo. Por Vitor Oliveira

Ao longo do trilho pode ainda ver alguns dos pontos mais icónicos da região, como a Ermida de Nossa Senhora dos Aflitos e as Capelas de Santo António, São João Evangelista, Senhora dos Remédios e Senhora do Carmo e subir ao miradouro do Chã da Armada e admirar a vista panorâmica. 

No final do caminho, fazendo o percurso em direção ao Sistelo, avistam-se os característicos socalcos e ainda o Castelo do Visconde de Sistelo. Descanse no Parque de Merendas de Sistelo e aprecie a paisagem da aldeia do Sistelo, classificada em 2017 como monumento nacional e uma das aldeias vencedoras do concurso “7 Maravilhas de Portugal”.

Sistelo
Sistelo. Por homydesign

A aldeia é conhecida como “Tibete português” pelas suas paisagens em socalcos, construídos para aproveitar o pouco solo arável e em condições para sustentar o muito gado bovino que existe nesta região.

Ainda em Sistelo, aproveite para descobrir os muitos detalhes que a aldeia esconde, como o seu famoso castelo, casas senhoriais, espigueiros, pontes medievais, e miradouros de onde poderá apreciar a paisagem verde e única.

Aldeia de Sistelo, o “pequeno Tibete português”

Com cerca de 270 habitantes, a pacata aldeia de Sistelo, no concelho de Arcos de Valdevez, tem vivido dias agitados desde que foi eleita uma das aldeias vencedoras do concurso 7 Maravilhas de Portugal. Em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês, junto à nascente do rio Vez, ergue-se uma magnífica paisagem verde em socalcos que lhe valeu a alcunha de “o pequeno Tibete português”.

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