Por MiguelG

Se gosta de passeios na natureza, contacto com a fauna e a flora autóctones e atividades ao ar livre, agora tem um novo espaço para explorar às portas de Lisboa. São 380 hectares de uma quinta que alia natureza e história e que está de portas abertas para receber toda a família.

Quando lá entramos, ninguém diz que estamos lado a lado com a intensa urbe que circunda a capital. Inserida no Parque Natural de Sintra Cascais, a Quinta do Pisão é a casa de raposas, coelhos, águias, perdizes, salamandras, cobras, lagartos… mas também de animais domésticos, como cavalos, burros, póneis e ovelhas. Maioritariamente raças autóctones portuguesas, porque o respeito pela natureza assim o exige.

E todos se abrigam na proteção de uma vegetação extensa e por entre cantos e recantos destas centenas de hectares. Nós exploramos todo este mundo atravessando os múltiplos caminhos pedestres que é possível percorrer a pé ou de bicicleta. Cruzamo-nos aqui e ali com uma cabra ou um cavalo. Não falando nos inúmeros animais de menor porte que por ali habitam.

Ao recuperar e criar a Quinta do Pisão, a Câmara Municipal de Cascais pretende salvaguardar este património natural, cultural e histórico, com o intuito de sensibilizar o público para a importância da preservação da natureza. Para isso, são desenvolvidas diversas atividades pedagógicas de imersão na natureza e apoiadas iniciativas de arte inovadoras, como o eucalipto transformado na instalação artística ‘Rise and Fall’ e que visa sensibilizar o público para as graves questões ambientais que se vivem.

O que fazer

Por Cascais Ambiente

Com várias atividades previstas para permitir o contacto com a natureza, aqui pode fazer percursos pedestres ou de bicicleta por vários quilómetros de um caminho principal e múltiplos caminhos secundários; andar de burro ou a cavalo; colher os seus próprios produtos na horta biológica; conhecer a importância das abelhas no apiário pedagógico; fazer um piquenique ou simplesmente descansar debaixo de uma árvore a ouvir o som dos pássaros. 

Esta quinta representa um património paisagístico natural de grande importância quer pela diversidade da fauna e flora típicas desta área, quer pelas ruínas de valor cultural e arquitetónico. Aqui pode encontrar antigos fornos de produção de cal, que laboraram até meados do século passado, uma vez que esta zona está inserida num maciço de calcário que vai até ao Guincho. Foi o desenvolvimento do cimento que ditou o fim do uso da cal e o fim desta laboração que agora se encontra em ruínas.

Capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Por MiguelG

A atual estrutura da quinta resulta da agregação de várias propriedades ao longo dos tempos, perfazendo atualmente uns extensos 380 hectares. Este conjunto reúne assim um mosaico de paisagem e valores naturais que refletem um modus vivendi de uma exploração agrícola à época. A visita à Quinta do Pisão é, assim, não só um passeio pela natureza, mas também uma viagem ao passado e um avivar de memórias de como se vivia há dezenas e centenas de anos.

Outros pontos de passagem obrigatórios por esta quinta são a gruta de Porto Covo, onde foram identificados vestígios de uma comunidade do Período Calcolítico e da Idade do Bronze; os antigos fornos de cal que se encontram atualmente em ruínas; e a capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Bem ao lado vai gostar de ver uns antigos galinheiros que mais parecem umas casinhas de brincar.

Árvores que ganham nova vida

Por MiguelG

Pouco depois da entrada na Quinta do Pisão, um eucalipto de 15 metros chama-nos logo a atenção. Foi transformado na instalação artística ‘Rise and Fall’ e ganha nova vida ao sensibilizar todos para as graves questões ambientais que se vivem em todo o planeta. Este gigantesco Eucalipto-azul-da-tasmânia morreu à sede em 2017.

Para dar visibilidade às questões relacionadas com as alterações climáticas, o artista ambiental Stuart Ian Frost gravou na superfície desta árvore centenas de gotas de água que caem continuamente em conjunto lembrando, em simultâneo, lágrimas. É a arte e a natureza de mãos dadas numa causa que fomenta a ligação humana ao espaço natural.

Mas não é só este eucalipto que ganhou nova função. O próprio parque infantil é feito de troncos de árvores, que permitem muitas escaladas e brincadeiras pelos pequenos visitantes, numa filosofia de aproveitamento de recursos e utilização de matérias primas naturais.

Considerada um caso de estudo em matéria de conservação da natureza, biodiversidade e desenvolvimento de turismo responsável, esta quinta quer mostrar e preservar o património paisagístico natural, de forma de alertar para a necessidade de conservação da natureza.

Por MiguelG

Seja a fazer caminhadas, a andar de bicicleta, de burro ou a cavalo, em visitas guiadas por especialistas em fauna e flora ou a participar nos diversos ateliers, a Quinta do Pisão tem todas as condições para trazer as tradições da terra para a cidade. Os visitantes podem ainda, aos fins-de-semana, colher diretamente da horta biológica os vegetais, legumes e ervas aromáticas que pretendem comprar. A venda dos produtos agrícolas reverte a favor dos trabalhos de gestão ambiental que são continuamente realizados na quinta. Para mais informações, visite Quinta do Pisao.

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Um Comentário publicado

  1. rosa Vilar
    Publicado 6 Março 2019 em 11:01

    Bom dia
    Agradecia informação sobre a visita dia 9/3 á quinta do Pisão.
    Somos tres pessoas e gostariamos de visitar a quinta.
    O horario é das 10 e 30 ao meio dia não é?

    Cumprimentos

    Rosa vilar

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