Por Taberna Casa Do Alentejo

Lisboa é uma daquelas cidades onde, quem chega, se sente em casa. A cidade é cada vez mais dos turistas, dizem, mas ainda há sítios que se mantêm –com toda a resiliência– como cantinas diárias dos lisboetas, as famosas “Tasquinhas”.

As tascas lisboetas emergiram das antigas carvoarias, fundadas pelos galegos no início do século XX, onde era habitual haver uma sala onde se comiam petiscos e se bebia vinho. Ora, com o declínio do carvão como fonte de energia, o negócio teve que se adaptar e, naturalmente, os petiscos e o vinho passaram a ser o ramo natural de quase todas estas antigas carvoarias.

Desde o início do século que muitas das “tasquinhas” persistem e subsistem às mudanças de uma Lisboa cada vez mais cosmopolita e continuam a popular os bairros históricos lisboetas como Alcântara, o Bairro Alto, a Baixa, Campo de Ourique ou a Mouraria, entre outros.

Pratos tradicionais da gastronomia portuguesa e petiscos como caracóis, moelas, pipis, pica-pau, bifanas, queijos e enchidos e vinhos nacionais são só algumas das iguarias que não podem faltar nestas tascas que povoam o imaginário de todos os lisboetas e que fazem as delícias de todos os visitantes. Fique com uma selecção das melhores tasquinhas de Lisboa, onde se come bem e a preços muito acessíveis…

Por ©exclusive-design

Zé da Mouraria

Virgílio Oliveira é quem está aos comandos da casa. Só serve almoços e –avisamos desde já– as doses são generosas e o melhor é dividir. Os grelhados, esses, são sempre uma boa opção no Zé da Mouraria.

Escondida numa viela do bairro que a batiza, nesta tasca o bacalhau é o prato do dia todas as sextas e sábados, mas o arroz de pato à antiga é sempre uma opção a considerar. Nas paredes encontramos fotografias de famosos que fazem questão de se manterem clientes fiéis da casa.

Morada: Rua João do Outeiro, 24
Telf: 218 865 436

Zé dos Cornos

Muita gente se há-de ter conhecido nestas mesas e bancos corridos que tanto dão azo à conversa. A família de João Ferreira desceu de Ponte de Lima e rumou à Mouraria trazendo na bagagem o bom vinho minhoto que fazem questão de continuar a servir. O nome da casa deriva do pai de João, o Sr. José, que fundou a casa, e os cornos, esses, lá permanecem os mesmos, no alto, enormes, retorcidos e pendurados, como que a zelar pela continuidade de uma herança que é garantia de qualidade. Nos primórdios da tasca, as mesas de mármore enchiam-se de clientes e vendia-se vinho, queijo, pão e peixe frito. Mas hoje em dia, o entrecosto, o arroz de feijão, a cabidela e –quando é tempo dela– a lampreia confeccionada com arroz à moda do minho, fazem as delicias de todos os visitantes.

Morada: Beco dos Surradores, 3
Telf: 218 869 641

Merendinha do Arco

Na década de 20, no início do século, a Merendinha do Arco era um garagem de carroças, tempos que –aliás– ainda podemos testemunhar pelas fotografias nas paredes. Mas hoje, foram-se as carroças e –desde há 70 anos– que aqui são os petiscos quem mais ordena. As gambas ao alhinho, os pregos e as sandes de torresmos encantam lisboetas e turistas que –nos passeios pela baixa– se perdem nos temperos desta tasca à moda antiga.

Morada: Rua dos Sapateiros, 230
Telf: 213 425 135

Por Merendinha do Arco

Das Flores

Na descida do Chiado para o Cais do Sodré quem manda é o Sr. José, há mais de 40 anos à frente de uma das mais concorridas tascas lisboetas, a Tasca das Flores. Só abre aos almoços mas, se quiser passar por lá para provar os deliciosos pastéis de bacalhau com arroz de tomate ou as famosas iscas com elas (com as batatas cozidas, entenda-se), o melhor é ir cedo. É que a partir do meio dia já começa a ser difícil ter lugar.

Morada: Rua das Flores, 76-78
Telf: 213 428 828

Cantinho do Alfredo

Há quase 30 anos que esta tasquinha –uma verdadeira pérola escondida no alto da cidade– serve almoços e jantares no bairro de Campolide. O piano na brasa, as iscas à portuguesa, e a alheira de Mirandela frita com ovo estrelado são algumas das sugestões a que não é possível resistir. Às 5ª feiras, o cozido à portuguesa é rei e senhor da ementa.

Morada: Rua General Taborda, 44
Telf: 213 882 662

Maçã Verde

Paredes meias com a estação rodoviária de Santa Apolónia, na Maçã Verde o porco preto é quem mais impera. As doses custam 17€, mas –na verdade– chegam para servir (e bem) três pessoas.

Morada: Rua dos Caminhos de Ferro, 84
Telf: 218 868 780

Maçã Verde

Por Maçã Verde

O Sardinha

Alfama é conhecido como o Bairro do fado e das marchas dos Santos Populares mas, outros segredos se escondem nesta antiga judiaria lusitana. Um destes segredos mais bem guardados é o Sardinha, uma tasquinha que está sob o comando do Sr. Duarte e da mulher há 35 anos. Um dos melhores bitoques da cidade, peixe espada frito na perfeição e um bacalhau à braz de comer e chorar por mais são apenas alguns dos motivos que já justificam a visita.

Morada: Rua do Jardim do Tabaco 20
Telf: 218 867 437

Zé Pinto

Quase nas portas de Lisboa, ali mesmo à entrada da Buraca, mora uma das tascas em que os grelhados são o carro chefe de uma ementa sempre escrita à mão. O Benfica, clube português com maior numero de sócios e adeptos, está presentes na decoração da casa e em todas as paredes com camisolas assinadas pelos jogadores e quadros do mítico Eusébio. Para além dos grelhados, também o pernil assado no forno é um dos ex-libris da casa.

Morada: Largo General Sousa Brandão, 2
Telf: 217 787 783

Adega das Gravatas

A Adega das Gravatas deve o nome a uma tradição ancestral. Se é para entrar, para comer e beber, então que se deixe a gravata à porta. Aqui não existe lugar para engravatados, é espaço para comer bem e beber melhor.

Assim, as gravatas dos clientes foram ficando e foram sendo penduradas no tecto para incentivar novos clientes a olharem para este espaço como lugar de lazer. Hoje, enquanto degustamos uma saladinha de favas com bacon ou um suculento naco na pedra, basta olhar para cima e perceber que a tradição ainda é o que era ou não fosse o numero de gravatas penduradas continuar a aumentar de dia para dia.

Morada: Travessa do Pregoeiro, 16
Telf: 217 143 622

Por Adega das Gravatas

O Cardoso da Estrela de Ouro

Conhecido por fazer os melhores rissóis e croquetes do mundo, o Sr. Cardoso fala com orgulho do cabrito que assa aos sábados e dos pastéis de bacalhau bem fritos com arroz de feijão que serve todas as terças-feiras. No bairro da Graça não há quem não o conheça e é uma das tascas que –sem sombra de dúvida– aconselhamos a visitar.

Morada: Rua da Graça 22
Telf: 218 865 230

Tasca do Gordo

Se visitar Belém, quase em frente à Torre de Belém, não deixe de almoçar na Tasca do Gordo. A decoração divide-se não por temas –já que é o futebol que domina– mas por cores já que nas paredes forradas a cachecóis do Belenenses se misturam com os do Benfica, do Sporting e até dos ingleses Manchester United ou New Castle. Mas –fora desta montra– há um pequeno páteo interior onde pode aproveitar o tempo ameno e deliciar-se com aquela que é a maior especialidade da casa, uma maravilhosa dobrada com feijão branco.

Morada: Rua Cordoeiros a Pedrouços, 33
Telf: 213 012 184

Cantinho do Bem Estar

É uma das tascas mais típicas do Bairro Alto. Tiago Parente, um alentejano dos quatro costados –que já toma conta do espaço há umas dezenas de anos– só quer que as pessoas se sintam bem no cantinho que criou e foi esta a ideia que lhe deu o nome. Oprah Winfrey já provou as delicias alentejanas do Cantinho do Bem Estar e Tiago faz questão de exibir com orgulho um artigo do The New York Times na parede a recomendar a visita. As migas alentejanas, os camarões à casa, as famosas pataniscas de bacalhau com arroz de feijão e a vitela com molho de coentros são – provavelmente – os maiores cartões de visita deste cantinho onde tão bem se está.

Morada: Rua do Norte, 46
Telf: 213 464 265

Cantinho do Bem Estar

Por Cantinho do Bem Estar

Tendinha

Há mais de um século que a Tendinha se mantém com o mesmo aspecto. A história faz parte da casa e a casa – claro – faz parte da História da cidade. Para além das típicas sandes de panado e das bifanas no pão, a procura dos turistas acabou por ditar um aumento da ementa para fazer face a tantos pedidos. Agora pode também provar as sandes de bacalhau, os rissóis de camarão e de leitão, os incontornáveis pastéis de bacalhau e croquetes de vitela, tudo –claro– regado com um copito de vinho e uma ginjinha a terminar.

Morada: Praça Dom Pedro IV, 6
Telf: 213 468 156

A Provinciana

Há uns 50 relógios na sala –todos obra do Sr. Américo Fernandes, à frente desta casa desde 1988– e só isso já faria valer a pena uma visita. Se a especialidade do Sr. Américo são os relógios, já na cozinha a esposa, a D. Judite, prepara com afinco as especialidades da casa. Chanfana, feijoada, bacalhau à minhota e caldeirada de bacalhau são apenas alguns dos deliciosos pratos que pode degustar e que lhe serão, simpaticamente servidos pela Carla, filha do casal.

Morada: Travessa do Forno, 23-25
Telf: 213 464 704

Adega do Tagarro

Depois de herdarem do pai esta velha adega, Paula e Judite –duas irmãs empreendedoras que passaram a gerir a velha adega– fizeram questão de manter alguns laivos de tradição. Mantiveram a antiga caixa registadora e os azulejos pintados à mão nas paredes, e continuam a tradição de servir os jaquinzinhos fritos, as iscas de cebolada e as pataniscas, uma receita secreta da mãe, a D. Amália, que não pode mesmo deixar de provar.

Morada: Rua Luz Soriano 21
Telf: 213 464 620

Por Adega do Tagarro

A Castiça

Inocêncio Santos tinha uma oficina quase em frente à Castiça, há mais de 30 anos, quando o memorável jornalista português Fernando Pessa, lá ia almoçar quase diariamente. Depois não resistiu, comprou a casa e passou a afinar – não os motores – mas a grelha e a voz, quando, 2 ou 3 vezes por mês organiza uma noite de fados sem cartaz definido Quanto à cozinha, é a D. Joaquina, a mulher, que assegura os pratos do dia sempre diferentes e sempre deliciosos.

Morada: Rua da Castiça, 2 A
Telf: 217 574 139

Taberna da Casa do Alentejo

Só o edifício do antigo Palácio Alverca merece, só por si, uma visita, graças à belíssima decoração com traços árabes. Passe pelo pátio interior e suba ao primeiro andar onde mora a Taberna da Casa do Alentejo. Esta já foi –é certo– um segredo bem guardado mas nos últimos anos foi já descoberto pelos turistas e consta já de diversos guias internacionais. As migas de tomate, as tábuas de queijos e diversos petiscos e pratos do dia são algumas das opções.

Morada: Rua das Portas de Santo Antão, 58
Telf: 213 405 140

Casa do Alentejo, Lisboa

Casa do Alentejo. Por araraadt

Associação Caboverdeana

Ninguém desconfia que ali, no último piso de um prédio junto ao Marquês de Pombal, possa encontrar a melhor cachupa de Lisboa e, tantos outros pratos da gastronomia cabo-verdiana. O menu, esse até pode variar, mas a bela da cachupa, o caril, a muamba, esses nunca falham. E se bem se come…melhor se dança. É que aqui há música ao vivo à hora de almoço para animar a alma e para dar um pezinho de dança aos ritmos das mornas de Cabo Verde. Só mais um conselho, não deixe de provar o famoso grogue, a aguardente de cana cabo-verdiana.

Morada: Rua Duque de Palmela 2, 8º andar
Telf: 213 531 932

Adega do Solar Minhoto

O melhor do Minho em Lisboa. É assim que temos que começar por falar do Solar Minhoto. Os rojões, o bacalhau à minhota e a lampreia são assinatura da casa que é comandada ao fogão pela D. Laurinda há mais de 45 anos. Mas nem só de pratos da região nortenha do Minho vive esta tasquinha. Vitela assada, bacalhau à brás e os maravilhosos croquetes que chegam à mesa logo no início da refeição –ou os irresistíveis caracóis nos dias quentes– fazem as delícias de todos quantos visitam os Solar Minhoto.

Morada: Avenida Rio de Janeiro, 29 F
Telf: 218 489 493

Casas de campo em Lisboa

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