Mosteiro de Pombeiro, Felgueiras. Por Alegna13

As regiões do Tâmega, Sousa e Douro, no norte de Portugal, albergam uma importante herança arquitetónica de origem românica. São 58 os monumentos que compõem a Rota do Românico e que contam histórias e lendas da fundação da nação portuguesa.

Parta connosco à descoberta deste património que é testemunha do papel relevante que este território desempenhou na história da nobreza e das ordens religiosas em Portugal.

Igreja Matriz de Cárquere, Resende. Por Acscosta

A Rota do Românico nasceu em 1998 e, na realidade, divide-se em três rotas que se ligam entre si por estrada, seguindo os vales dos rios: Rota do Vale do Sousa com 19 monumentos; Rota do Vale do Tâmega com 25 monumentos; e Rota do Vale do Douro, entre Castelo de Paiva e Resende, com 14 monumentos.

O projeto foi criado a partir da necessidade de aproveitar o potencial de qualificação cultural e turística e desenvolver de forma sustentável a região.

Mosteiro de Cete, Paredes. Por Alegna13

A Rota surgiu do esforço conjunto dos concelhos que integram a Associação de Municípios do Vale do SousaCastelo de Paiva, Felgueiras, Lousada, Paços de Ferreira, Paredes e Penafiel, em colaboração com o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) e a Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN).

Em 2010, o projeto de união do legado histórico e cultural alargou-se aos restantes municípios da sub-região do Tâmega, passando de seis para 12 membros. Aos concelhos pertencentes à Associação de Municípios do Vale do Sousa, juntaram-se os concelhos de Amarante, Baião, Celorico de Basto, Marco de Canaveses, da Associação de Municípios do Baixo Tâmega, e ainda Cinfães e Resende.

Igreja de São Vicente de Sousa, Felgueiras. Por José Antonio Gil Martínez

O objetivo deste projeto é posicionar a região como um destino de referência do românico, assumindo assim um papel de excelência no âmbito do turismo cultural e paisagístico.

Nos últimos anos, a Rota do Românico tem vindo a consolidar-se como um projeto de referência nacional, contribuindo para o desenvolvimento da região desde a conservação do património à promoção turística, da investigação científica à disseminação de conhecimento, da dinamização cultural à educação patrimonial.

Regresso ao passado

Ponte de Vilela, Lousada. Por Vitor Oliveira

Considerado como o primeiro estilo europeu, a arquitetura românica iniciou-se lentamente em algumas regiões da Europa medieval, principalmente em regiões da atual França e Espanha, entre o final do século X e as duas primeiras décadas do século XI. Apesar da arquitetura e as artes românicas serem um fenómeno comum aos reinos europeus de então, este estilo apresenta uma grande diversidade regional.

Sendo uma arquitetura predominantemente religiosa, o românico está muito relacionado com a organização eclesiástica diocesana e paroquial e com os mosteiros das várias ordens monásticas. No entanto, este estilo inclui também outro tipo de construções como castelos, paços, torres, pontes, e rede viária.

Planeie o roteiro

Por Rostislav Sedlacek

Dependendo de quantos dias tem disponível para explorar a Rota do Românico e dos seus interesses pessoais, tem à sua disposição vários pontos de interesse que o vão levar numa viagem pela história.

Recomendamos uma visita ao Centro de Interpretação do Românico (CIR), em Lousada, que abriu em setembro de 2018. O CIR é o lugar ideal para iniciar a sua rota, uma vez que explica de forma interativa vários pormenores ligados à arquitetura românica.

Mas nem só de arquitetura vive este projeto. Aproveite também para explorar a gastronomia tradicional, os vinhos, as festas, os mercados onde irá encontrar o artesanato local e contactar com as gentes da terra.

Para os mais aventureiros, há também trilhos e caminhos para passeios a pé ou de bicicleta e experiências no rio Paiva, como descidas de rafting, privilegiando sempre o contacto com a natureza.

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