Por KikoStock

É um vinho único no Mundo e o que o distingue é o facto de ser produzido numa região demarcada que inclui o território do noroeste de Portugal. O vinho verde faz parte da mesa de qualquer casa tipicamente portuguesa, embora seja mais comum no norte do país. Naturalmente leve e fresco, este vinho português é o segundo mais exportado, depois do vinho do Porto, de acordo com a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes.

A beleza da paisagem desta região serve de cenário à Rota dos Vinhos Verdes, onde os caminhos o irão levar a descobrir as origens e os sabores da cultura vinícola e mergulhar na História de Portugal. São quintas, adegas, restaurantes, unidades de alojamento e empresas de animação turística da zona que se aliaram para oferecer aos turistas atividades e itinerários únicos.

Nos 49 concelhos que abrangem todo o noroeste de Portugal, a cor verde, que dá nome ao vinho, é dominante, atravessando paisagens tão diversificadas como praias e montanhas, vales e rios. O vinho verde é motivo suficiente para explorar a região, mas há muito mais para ver. Há cidades Património da Humanidade para explorar e monumentos de várias épocas que merecem uma visita.

Por GERGEA

Constituída em 1908, a Região Demarcada dos Vinhos Verdes abrange a região agrícola conhecida como Entre-Douro-e-Minho. A Norte, é delimitada pelo rio Minho, na fronteira com a Galiza, a Este e a Sul zonas montanhosas que constituem a separação natural entre a influência Atlântica e a zona mais interior de características mediterrânicas; e por último o oceano Atlântico constitui o seu limite a Oeste.

Foram estas características do solo aliadas a um clima favorável e a fatores sócio-económicos específicos que deram origem a um vinho tão distinto e original. As castas autóctones da região combinadas com as formas de cultivo da vinha também deram um grande contributo.

Muitas das castas produzidas na Região dos Vinhos Verdes são consideradas autóctones devido à sua antiguidade nesta região e pelo facto de terem surgido apenas no noroeste ibérico. Este é talvez dos fatores que traduz com maior intensidade a especificidade do vinho verde.

Por Vitor Oliveira

A casta mais conhecida e reputada é a Alvarinho, originária da sub-região de Monção e Melgaço, junto ao rio Minho, e até tem uma rota própria. Aqui, poderá visitar as cidades pitorescas de Valença, Vila Nova de Cerveira e Caminha.

Uma característica da Rota dos Vinhos Verdes é o contraste das zonas costeiras e cheias de frescura com o granito dos muitos solares e monumentos específicos do norte de Portugal.

Seguimos viagem para Viana do Castelo, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Ponte de Lima, cidades regadas por rios importantes da região. Barcelos e Amarante são cidades cheias de história e tradição que também merecem uma visita.

As cidades patrimoniais mais importantes da região, Braga e Guimarães, são paragem obrigatória. Em Braga, na cidade dos Arcebispos, não faltam igrejas e monumentos para visitar. Daqui poderá também explorar o Parque Nacional da Peneda-Gerês, onde ficam as aldeias de Castro Laboreiro e do Soajo no extremo da região do vinho verde. Guimarães é um destino turístico incontornável da região cujo centro histórico é Património Mundial.

Contudo, o principal foco da Rota dos Vinhos Verdes é de facto a visita às mais emblemáticas quintas da região, tão famosas pelas suas casas senhoriais, como pela qualidade dos seus vinhos. Quem sabe até poderá hospedar-se num dos solares da região e ter uma experiência mais nobre e autêntica.

Por Rostislav Sedlacek

Não podemos falar de vinho verde sem falar da gastronomia regional que o acompanha. Com moderado teor alcoólico, e portanto menos calórico, o vinho verde é um vinho frutado, fácil de beber, óptimo como aperitivo ou em harmonização com refeições leves e equilibradas.

O vinho verde pode ser branco, tinto, rosé ou espumante. Existem também vinagres de vinho verde, aguardentes de vinho verde e reconhecidas bagaceiras. Devido às características do solo e do clima desta região, estes vinhos têm uma concentração de ácido málico superior à que é frequente nos vinhos de outras regiões de Portugal, o que lhes acentua a agradável frescura. Estes vinhos devem ser consumidos quando jovens.

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