Viagem assustadora pelas capelas de ossos de Portugal

Ângela Coelho
Capela dos Ossos Évora

Capela dos Ossos de Évora. Por PESP/ Wikimedia

“Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”. É com esta frase que a Capela dos Ossos de Évora nos dá as boas-vindas a um universo curioso, mas ao mesmo tempo um pouco macabro. A frase é uma mensagem para os vivos, uma lembrança de que a vida é efémera e que um dia também eles serão apenas ossos.

As capelas de ossos e ossuários são comuns na Europa e existem há centenas de anos, sendo que as mais antigas remontam ao século VI a.C.. Os ossos humanos sempre foram alvo de uma grande obsessão, sendo-lhes associada uma componente mística.

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Em Esposende há casas milenares a renascerem

Ângela Coelho
Castro de S. Lourenço

Por joselomba

A história do Castro de S. Lourenço, localizado no Monte de S. Lourenço, em Vila Chã, no concelho de Esposende, tem as suas raízes no início do primeiro milénio a. C., como nos conta Ana Almeida, coordenadora do Centro Interpretativo de S. Lourenço.

Contudo, “o povoado castrejo propriamente dito terá nascido entre os séculos VIII e V a.C., caracterizado por construções integralmente em materiais perecíveis”. “Entre os séculos V e II a.C. este povoado teria uma arquitetura assente basicamente em construções integralmente em pedra, de pequena dimensão, com cobertura em materiais perecíveis”, acrescenta a coordenadora.

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10 casas de campo onde pode apanhar cogumelos

Ângela Coelho

Por pikselstock

Ainda que em Portugal se possam apanhar cogumelos durante todo o ano, é nos meses de outono que crescem a maior parte das espécies comestíveis. Se tem interesse em micologia e gosta de se embrenhar na floresta para descobrir a natureza, por que não aproveitar para fazer uma escapada de outono?

Apesar de ser uma atividade que exige cuidados e algum conhecimento prévio, apanhar cogumelos silvestres pode ser uma experiência divertida para fazer em família. Sugerimos-lhe 10 casas de campo que ficam em locais onde poderá explorar a natureza envolvente e fazer passeios para apanhar cogumelos.

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10 conselhos para apanhar cogumelos silvestres

Ângela Coelho

Por difught

O outono é a época ideal para um passeio na floresta, respirar os aromas da natureza e sentir o cheiro a terra húmida que se mistura com as folhas caídas e que enchem a paisagem de mil cores. Num desses passeios outonais, preste atenção ao solo e repare nos cogumelos que se escondem entre as folhas e raízes das árvores.

Se não percebe nada de cogumelos, para além de saboreá-los no prato, saiba que nunca é demasiado tarde para descobrir um interesse pela micologia, como aconteceu com José Mata, que começou a interessar-se por cogumelos com 56 anos.

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Volta a Moncorvo em 16 miradouros

Ângela Coelho
miradouro do Talegre

Miradouro do Talegre. Por Câmara Municipal de Moncorvo

Torre de Monconvo, mais conhecida apenas por Moncorvo, é uma vila portuguesa que pertencente ao distrito de Bragança. Famosa pela sua imponente igreja matriz, uma das maiores igrejas de Trás-os-Montes e Alto Douro, com cerca de 30 metros de altura, esta vila convida a descobrir as suas paisagens através de uma rota de 16 miradouros.

São miradouros e baloiços espalhados por toda a região de onde poderá apreciar vistas únicas sobre os rios Douro e Sabor. Neste percurso, que abrange todo o concelho transmontano, começamos pelo miradouro do Talegre, na freguesia do Castedo.

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8 lugares para dar as boas-vindas ao outono

Ângela Coelho
Mata Nacional do Buçaco

Mata Nacional do Buçaco. Por alexanderkonsta

O outono pinta de cores quentes a paisagem. As folhas das árvores preenchem o chão e chegam as primeiras chuvas. O verão já lá vai e é tempo de colheitas. Chegam as castanhas, as abóboras, as uvas, as romãs, os figos.

Se gosta desta estação do ano, sugerimos-lhe 8 lugares onde pode apreciar todas as cores de outono e desfrutar dos últimos dias de temperatura amena.

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A curiosa história dos sanatórios do Caramulo

Ângela Coelho

Grande Sanatório do Caramulo. Por André Ramalho, abandonados.pt

A tinta estalada, os tetos caídos, os vidros partidos, os cadeados enferrujados são tudo sinais do abandono a que foram votados alguns dos sanatórios do Caramulo. Já pouco ou nada resta da glória que se viveu naquela que foi a única vila portuguesa planeada de raiz.

Criado em 1921, o Caramulo foi uma vila pioneira em Portugal relativamente ao saneamento, eletricidade a partir de uma barragem própria, rede de esgotos com ETAR, sistema de recolha de lixo com forno crematório.

Por trás de tudo isto estava um homem visionário: Jerónimo de Lacerda, o médico que descobriu no princípio do século XX as virtudes do clima de Paredes do Guardão, como era conhecida na época a vila do Caramulo, no município de Tondela.

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10 casas de campo com capelas históricas

Ângela Coelho
Casa de Abbades

Casa de Abbades

Pode parecer estranho à primeira vista um artigo sobre casas de campo com capelas; a não ser que esteja a planear um casamento religioso no campo. Mas garantimos que há muito mais para descobrir nestes alojamentos que têm o privilégio de ter uma capela na sua propriedade.

Para começar, o facto de existir uma capela anexa à casa significa que é uma casa antiga e, por conseguinte, com muita história para descobrir. Se gosta de arquitetura, podemos também garantir que irá surpreender-se com algumas destas relíquias bem preservadas. Ficar numa destas 10 casas de campo é como visitar um museu, enquanto usufrui do conforto que merece.

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Angra do Heroísmo, a cidade leal que foi capital duas vezes

Ângela Coelho
Angra do Heroísmo

Por Franzfoto

Não há muitas cidades em Portugal que se possam vangloriar de terem sido capitais do país, mas Angra do Heroísmo pode gabar-se de tê-lo sido duas vezes ao longo da História.

Para além de Guimarães, Coimbra, Lisboa e até o Rio de Janeiro, esta cidade situada na costa sul da ilha Terceira, nos Açores, foi capital de Portugal duas vezes em situações complicadas para o país: durante a crise de sucessão de 1580 e, mais tarde, em 1830, no contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834).

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Ílhavo, sempre de olhos postos no mar

Ângela Coelho

Praia da Barra. Por Vitor Oliveira

Parte do distrito de Aveiro, Ílhavo não se deixa intimidar pela “Veneza portuguesa” e é uma cidade que merece destaque e uma visita por si só por todas as maravilhas que alberga.

Na sua origem encontra-se a cidade Romana de Illiabum. Tal como Aveiro, Ílhavo localiza-se nas terras baixas banhadas pelos braços da ria que o rio Vouga desenha quando chega ao mar. Esta geografia peculiar condicionou a atividade dos seus habitantes, atraindo-os para as fainas da pesca e à longínqua Terra Nova (Canadá e Gronelândia) em busca do bacalhau.

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