As últimas transumantes de Castro Laboreiro

Ângela Coelho
Castelo de Castro Laboreiro

Castelo de Castro Laboreiro. Por Harpagornis

A transumância é o deslocamento do gado para locais que oferecem melhores condições durante uma parte do ano e, consequentemente, do pastor que acompanha os animais transumantes. Esta é uma prática muito antiga em toda a Europa rural e que ainda hoje existe em comunidades serranas.

Em Portugal, esta tradição ainda sobrevive, sobretudo em aldeias de montanha da Serra da Estrela, como o Sabugueiro, Folgosinho e Videmonte. Contudo, em Castro Laboreiro, no concelho de Melgaço, a transumância tem características muito próprias e únicas.

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Azenhas do Mar e Cabo da Roca: um passeio pelas escarpas de Sintra

Sónia Santos Dias

Azenhas do Mar. Por MiguelG.

Dirigimo-nos a Azenhas do Mar para confirmar ao vivo a beleza da foto postal que enche os escaparates das lojas de turismo em Portugal. Um casario branco sobranceiro ao mar, com uma piscina natural em baixo, como se a natureza oferecesse a esta população umas águas tranquilas para se banharem longe das águas revoltas que esculpem as escarpas.

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20 faróis para visitar em Portugal

Ângela Coelho
Farol de Cabo de São Vicente

Farol de Cabo de São Vicente. Por Rui Glória

Com uma extensa costa de 943 quilómetros em Portugal continental, 667 quilómetros nos Açores e 250 quilómetros na Madeira, não é de admirar que o nosso país tenha uma notável história marítima.

Os navegadores portugueses lançaram-se ao mar e partiram em busca de terras longínquas, mas sempre com a esperança de encontrar o seu caminho de regresso a casa. É por isso que os faróis desempenharam um papel fundamental na História de Portugal e ainda hoje são monumentos nacionais que despertam muito interesse.

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Mirandês: mais do que uma língua, uma questão identitária

Ângela Coelho

Miranda do Douro. Por RnDmS

“Se you falar debagarico cun bós, bós cumprendereis todo, ora si?”, atira Alcides Meirinhos, membro da Associaçon de la Lhéngua i Cultura Mirandesa e um dos grandes impulsionadores do mirandês. E a verdade é que sim, conseguimos compreender tudo, ainda que nunca tenhamos tido contacto com a língua mirandesa. “Porque a língua mirandesa é principalmente uma fala”, explica o também escritor e tradutor.

Durante muitos anos, Portugal teve apenas uma língua oficial: o português. O dialeto mirandês sobreviveu centenas de anos no isolamento, e só em 1999 lhe foi reconhecido o estatuto de segunda língua oficial do país, pela Assembleia da República.

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De Itália até aos Açores para salvar o burro da Graciosa

Ângela Coelho
Burro da Graciosa

Burros da Graciosa. Por Franco Ceraolo

Dizem que no arquipélago dos Açores há três vacas por cada habitante, mas na ilha Graciosa o burro é o rei. Raul Brandão chamou-lhe “ilha Branca” na sua obra As Ilhas Desconhecidas, de 1926, pelo casario branco e por chover pouco, o que torna a ilha seca e lhe dá uma tonalidade esbranquiçada no fim do verão.

Mas a segunda ilha mais pequena do arquipélago é também conhecida como “a ilha dos burros”. Quem o confirma é Franco Ceraolo, um italiano que dedicou grande parte da sua vida ao cinema e ao teatro como cenógrafo, mas que em 2006 aterrou nos Açores e decidiu ficar por ali.

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Entrudo Chocalheiro: há diabos à solta em Podence

Ângela Coelho

Por Rosino

Caretos há muitos. Mas os Caretos de Podence são os únicos que têm chocalhos e que, desde dezembro de 2019, integram a lista da UNESCO de Património Cultural Imaterial da Humanidade. Todos os anos, durante o Entrudo a paz que habitualmente reina nesta aldeia de cerca de 200 habitantes no concelho de Macedo de Cavaleiros é interrompida por estas personagens endiabradas que saem à rua para chocalhar as raparigas.

Os caretos representam uma tradição do Carnaval de Trás-os-Montes e Alto Douro com raízes célticas e de um período pré-romano, provavelmente relacionada com a existência dos povos Galaicos e Brácaros na Galiza e norte de Portugal.

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Lenço dos Namorados, a arte do amor

Ângela Coelho

Muito antes da tecnologia ter tomado conta das nossas vidas facilitando (ou complicando?) as relações amorosas e conectando pessoas de todo o mundo, as declarações de amor das mulheres minhotas era feita com bordados.

Fabricados a partir de um pano de linho fino ou de algodão e bordado com motivos variados, o lenço dos namorados, também conhecido por lenço dos pedidos, é uma peça de artesanato e vestuário típico do Minho.

Hoje em dia, os lenços estão estreitamente ligados ao concelho de Vila Verde que tem feito um esforço de promoção nacional e até internacional.

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Em Soajo, as vozes do fiadeiro aquecem o inverno

Ângela Coelho
Fiadeiras de Soajo

Fiadeiras de Soajo. Imagem cedida por Sandra Barreira

Os invernos na vila de Soajo, no concelho de Arcos de Valdevez, são habitualmente longos e frios. Mas há algo que quebra a solidão e a obscuridade destes meses mais duros: o fiadeiro.

Os fiadeiros eram muito comuns antigamente e, à semelhança de outros trabalhos como as debulhadas das espigas, eram feitos nas casas, à noite. Servia para juntar as mulheres, amigas, familiares à volta do trabalho da lã, entre conversas e confidências femininas.

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8 incríveis lugares abandonados em Portugal

Ângela Coelho

Convento de São Francisco do Monte. Por Das grote

Os lugares abandonados têm um encanto especial e atraem cada vez mais turistas fascinados pela aura quase mística destes edifícios. Cada uma dessas construções enigmáticas e abandonadas no tempo carrega uma história própria e surpreendente. Apesar de vandalizados e engolidos pela natureza, continuam deslumbrantes.

Cada um deles com uma beleza especial e muito própria, são inúmeros os locais abandonados em Portugal. Selecionámos oito lugares abandonados no nosso país que o irão levar por uma viagem ao passado.

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Rota pelo amor de D. Pedro e Inês de Castro

Ângela Coelho

D. Pedro e D. Inês de Castro. Por Fundação Inês de Castro

Há histórias de amor que são eternas e que marcam lugares, épocas, literatura, música. Romeu e Julieta, Cleópatra e Marco António, Dom Quixote e Dulcineia são personagens que nos levam a viajar pelas histórias do seu amor e da sua tragédia e continuam a inspirar-nos.

Em Portugal, a história de amor de D. Pedro e Inês de Castro marcou sem dúvida a História do país e inspirou grandes escritores como Luís de Camões, que dedicou um episódio de Os Lusíadas à “linda Inês”.

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